sábado, 15 de julho de 2017

Atualização do IBOV e comentários sobre a semana



Há 15 dias comentei que o IBOV começava a reagir no gráfico semanal. Na semana seguinte o IBOV ficou de lado, mas conseguiu superar a máxima da semana prévia, o que gerou compra. Bingo! Nesta última semana o IBOV subiu 5%, fechando acima dos 65 mil pontos.

Apesar do estado sobrecomprado no gráfico de diário (e uma correção deverá ocorrer em breve), os próximos alvos são: 66 mil pontos e o topo do ano em 69 mil pontos. Dependendo do fluxo financeiro poderemos superar este patamar e buscar o topo histórico. Suporte imediato em 64 mil pontos.

Não espere por um movimento linear de alta. Tenha paciência. Os objetivos são buscados de forma lenta, por vezes, em ondas rápidas como a desta semana. Mas essa não é a regra.

A semana:

A aprovação da reforma trabalhista foi uma grande conquista para a sociedade brasileira. Apesar das críticas dos movimentos sindicais, em minha opinião foi um grande avanço, uma bela modernização nas leis, e melhor, os principais direitos trabalhistas foram mantidos. Leia com cuidado a íntegra da reforma e tire suas próprias conclusões. Você verá que a reforma ajudará no retorno dos empregos. Bom para os 14 milhões de desempregados!

Outro ponto marcante da semana foi a esperada condenação do ex-presidente Lula. Se antes eu achava que ele tinha pouca chance nas próximas eleições presidenciais, agora acho que ele foi enterrado politicamente. Mesmo condenado apenas em primeira instância, assim apto a candidatar-se, ao meu ver, a chance dele ganhar a eleição presidencial foi reduzida a pó.

A semana também foi marcada pelo avanço da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Apesar do relatório desfavorável, o Governo ganhou com folga na votação da comissão, após uma manobra política de troca de membros. Agora a votação seguirá para o plenário e ocorrerá no começo de agosto. Temer precisa de apenas 142 votos para barrar a denúncia.

Temer ou Maia? Por enquanto para o mercado tanto faz. Ao que parece, os dois estão comprometidos em manter a política econômica. Assim, o mercado continuará em alta.

Particularmente, mesmo diante das graves denúncias contra Temer, prefiro que ele continue. O que ele fez para o país em apenas 15 meses foi muito mais que os seis anos e meio da Dilma, aliás, ele corrigiu os erros infantis na condução da política econômica e recolocou o país nos trilhos. Basta ver os dados econômicos atuais: inflação controlada, juros em queda, dólar estável e atividade econômica começando a reagir (a recessão está ficando para trás). O emprego voltará em breve.

Meu único receio é a queda da equipe econômica. Isso sim poderia levar o Brasil ao caos. Porém, felizmente, por enquanto é uma hipótese improvável. Tomara que eu esteja certo.

MJR


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Atualização IBOV – 30.06.2017



Após várias semanas em queda, o IBOV reagiu no gráfico semanal e fechou com alta de quase 3%, por volta dos 63 mil pontos. Melhor, não perdeu a mínima da semana anterior e superou a máxima. Bom sinal para o curto prazo.

Apesar da movimentação positiva, a alta foi com baixo volume financeiro, o que tira o brilho deste movimento. Mas, mesmo assim, melhor que mais quedas.

Se na próxima segunda-feira superarmos a máxima desta semana, os objetivos de curto prazo são a média móvel de 21 períodos e o último topo do diário, ambos em cerca de 64.400 pontos.

É muito provável que busquemos este patamar na semana que vem, especialmente se a reforma trabalhista for aprovada na próxima terça, dia 4/7.

Apenas acima do patamar de 64.400 pontos é que teríamos um movimento altista mais consistente.

Acredito que tenhamos um mês de julho mais positivo, haja vista que o cenário político deverá ficar mais calmo em período de férias (a conferir).

Contudo, devemos ficar atentos a dois fatos importantes:

1.      Uma correção mais forte no mercado americano (e ela está próxima, a meu ver) poderá afetar o mercado tupiniquim.

2.      E, claro, se surgirem fatos novos em Brasília.  

Bom mês de julho para todos. Na próxima coluna farei uma abordagem de médio prazo.

MJR


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os generosos rendimentos de alguns títulos privados e o “aval” do Fundo Garantidor de Créditos



Recentemente li um artigo muito interessante, onde a analista responsável, Marília Fontes, chama a atenção para um suposto “Conto do FGC”. Aproveito a oportunidade para esclarecer alguns detalhes importantes sobre o tema com meus leitores. Vamos lá:

Criado em 1995, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) constitui-se numa associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado do Brasil, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, permitindo recuperar parte ou a totalidade dos depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, no caso de falência ou de liquidação da mesma, desde que, o FGC tenha recursos suficientes para tal, isto é, a garantia é limitada aos recursos disponíveis no fundo. Os investidores detentores de depósitos à vista em conta corrente, depósitos em poupança e aplicações em títulos privados, como CDBs, LCs (Letras de Câmbio), LCIs, LCAs e letras hipotecárias, possuem uma proteção limitada em caso de “quebra” do banco.

As instituições financeiras devem se associar ao fundo e efetuar uma contribuição mensal obrigatória, definida por lei. Até abril de 2013, cada pessoa física ou jurídica tinha garantido um valor máximo de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em caso de inadimplência da instituição financeira, respeitando-se o saldo bancário de cada um, obviamente. O controle é individualizado por CPF ou CNPJ. Desde maio de 2013, o limite de garantia foi aumentado para R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). Além do limite, foi aprovado também o valor a ser pago em caso das contas conjuntas. Na regra anterior, em caso de titularidade conjunta de cônjuges, cada um recebia R$ 70.000,00. A partir de agora, os titulares da conta conjunta receberão o valor global de R$ 250.000,00, dividido pelo número de titulares, semelhante à regra para as contas conjuntas de titulares não cônjuges.

Pequenos bancos e instituições financeiras aproveitam a “garantia extra” do FGC e colocam seus títulos com rendimentos muito acima da média do mercado, por vezes atingindo a cifra de 120% do CDI. Seria muito bom, se não tivéssemos os seguintes problemas:

1.       Usualmente, nestes investimentos, exige-se um longo tempo de carência para o resgate do valor aplicado, por vezes acima de 48 meses, o que limita drasticamente a liquidez do dinheiro.

2.     Apesar da garantia do FGC e da solidez do sistema bancário nacional, numa eventual crise sistêmica dos bancos brasileiros (e isso já ocorreu algumas vezes no Brasil), o montante aportado no FGC poderá ser insuficiente para cobrir todos os bancos inadimplentes. Estima-se que pouco mais de 3% dos investimentos possam ser honrados.

3.       Mesmo que o FGC tenha o dinheiro disponível, você poderá ter alguns incômodos burocráticos até receber o dinheiro de volta, o que, mais uma vez, limita a liquidez do seu investimento.

Portanto, apesar dos retornos admiráveis, abra os olhos em relação aos títulos ofertados pelos pequenos bancos e tome muito cuidado ao aplicar seu dinheiro. O que parece bom no dia de hoje pode ser uma bela dor de cabeça no futuro. Recomendo as seguintes precauções:

1.     Procure obter informações confiáveis para separar o joio do trigo: no mercado brasileiro existem ótimos bancos de pequeno e médio porte, e outros ruins, beirando a falência.

2.      Nunca aplique seu dinheiro numa instituição só. Diversifique.

3.      Mantenha a liquidez de parte de suas reservas. Sempre!

4.      Evite carências longas.

5.     E por último, um ponto muito importante: calcule o valor aplicado e os juros futuros, sendo que o montante futuro (valor estimado) nunca deverá exceder os 250 mil reais.


Bons investimentos!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A indecisão (momentânea) do IBOV. Até quando?

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Desde o fatídico dia 17 de junho, a “quinta-feira negra” de maio, o IBOV entrou em stand-by, numa baixíssima volatilidade e com volume financeiro muito abaixo da média. Uma chatice!

Daí, alguém me pergunta: a baixa volatilidade significa menor risco para o mercado de ações? Definitivamente não. Na maioria das vezes, os momentos calmos são seguidos de extrema volatilidade e por movimentos bruscos. Prepare-se!

Por que o mercado financeiro está indeciso? Do ponto de vista político é óbvio: todos aguardando as peripécias (ou barbáries) de Brasília. Por outro lado, resumidamente, no mercado financeiro, a situação é essa: 

·         Vínhamos numa forte tendência de alta. Romperíamos o topo do ano em 69 mil em breve e caminharíamos rumo ao topo histórico (73.900).

·         A quinta negra quebrou esse consenso. Foi um banho de sangue. Vários fundos de investimentos locais precisaram zerar posições. Caos total.

·         Enquanto isso os estrangeiros aproveitaram o pânico para comprar mais.

·         Resultado: enquanto investidores locais estão vendidos, os estrangeiros estão comprados (saldo positivo de 2 bilhões em maio). Assim, se permanecer esse equilíbrio, a bolsa ficará parada, nem subirá, nem desabará, e oscilará entre 62 e 64 mil pontos.

Graficamente, a situação é a seguinte: temos dois caminhos totalmente opostos:



·         Se o IBOV perder os 62 mil pontos, caminharemos para os 60 mil e depois para os 57 mil pontos (este último, um fortíssimo suporte; dificilmente o perderemos).

·         Se rompermos os 64.500, o IBOV buscará os 66 mil e talvez os 69 mil pontos.

·         Caminhos paradoxos, não? Hoje, dia 7 de junho, para mim, o movimento mais provável é o primeiro: teremos mais quedas. Mas nem sempre ocorrerá o que é mais provável. No mercado nada é tão fácil assim.

O que fazer? Primeiro, é preciso manter a calma nestes momentos. Nada de movimentos acéfalos. O mais importante é guardar na memória os pontos de inflexão citados acima. Se você é um investidor de curto prazo, siga o fluxo. Agora, se você é um investidor de longo prazo, faça como os estrangeiros: caiu, comprou. Se você não quiser arriscar, use algum mecanismo de proteção parcial (hedge) até a poeira abaixar: dólar, ações de empresas exportadoras, derivativos, etc.

O resultado do julgamento do TSE pode ser o gatilho para a volta da volatilidade e, talvez, de uma tendência definida para o curto prazo.

MJR






terça-feira, 30 de maio de 2017

O cenário de curto prazo continua preocupante.



Desde a bomba política da quarta-feira retrasada, dia 17 de maio, o mercado financeiro tenta se recuperar, mas confesso, estou com a pulga atrás da orelha. Estou desconfortável com a situação.

Mesmo com a valorização expressiva de mais de 5% desde o fundo da quinta-feira negra, o IBOV não mostrou firmeza. Alta sem volume financeiro sugerindo um movimento errático – apenas um repique após a forte queda.

Os investidores não estão convictos. Se antes o mercado estava fortemente altista, quase uma unanimidade, atualmente muitos duvidam de uma boa valorização no curto e médio prazo. Por outro lado, por enquanto, ninguém está apostando em mais quedas. Todos em cima do muro. O duro é saber se esse sentimento é duradouro.

Neste ínterim o cenário externo ajudou a segurar o IBOV, mas até quando? Não sei. Três aspectos me preocupam muito em relação ao mercado americano: 

·        Apesar das máximas históricas recentes atingidas pelo Índice Dow Jones, há uma clara divergência altista em relação aos últimos movimentos (dados de análise gráfica).

·         O chamado índice do medo, VIX, está em patamares muito baixos, por volta de 10 (veja abaixo). Certa vez eu li um relato de um investidor americano que opera o VIX e sempre com bons resultados: “compro no nível 10 e vendo no 20”. Simples! Onde estamos agora? Só para lembrar, este índice tem uma correlação inversa aos índices americanos. O fim da lua de mel entre o mercado americano e o Trump pode ser a gota d’água.



·         Acompanho com frequência um analista técnico norte-americano muito experiente e famoso por suas previsões acertadas. Ele prevê uma forte correção do Dow Jones a partir de julho de 2017. Será?

Por aqui, continuamos na mesma: Temer tentando se segurar e as reformas paradas no congresso. Mesmo assim, boas notícias surgem a cada dia: IGPM em deflação pelo segundo mês consecutivo, atividade econômica reagindo e os juros básicos devem cair fortemente amanhã (possivelmente 100 pontos-base).

Posto isto, o que fazer? Recomendo muita cautela. Opte por ações mais defensivas. Ajuste temporariamente sua carteira. Acredito que não é o momento para grandes apostas em empresas de maior risco e com alta volatilidade. Aguarde um pouco mais.

E melhor, faça uma proteção parcial de sua carteira, comprando dólares e derivativos. Não fique totalmente exposto nestes tempos de incerteza. Por outro lado, se você é um pequeno investidor disciplinado e que aplica mensalmente suas reservas, continue praticando essa tática, pois nunca saberemos o TIMING ideal para a compra de um ativo.  

Repito: continuo muito otimista com o futuro do Brasil num horizonte de longo prazo, mesmo com as mazelas disseminadas da classe política.

MJR



segunda-feira, 22 de maio de 2017

O caos político voltou (se é que tinha acabado)



Que fase a nossa. O cenário atual mostrava sinais claros de melhora da economia brasileira após 24 meses de recessão. Os resultados das empresas vieram acima do esperado no primeiro trimestre de 2017. A inflação está controlada, abaixo da meta. Juros em queda livre. Geração de empregos em abril. As reformas estavam próximas da aprovação, o que impulsionaria de vez a retomada da economia. Mas...

Eis que, de novo, a praga da corrupção tomou conta da agenda brasileira. A delação premiada do presidente da JBS detonou o Governo Temer e aliados. Não tem volta. Este governo acabou.

Temer tinha pouco apoio da população. Agora perdeu o apoio político e a simpatia do mercado financeiro. Game over! Temer poderia tomar uma atitude de grandeza e renunciar ao mandato. Seria um gesto único numa classe política perdida. O que impede essa decisão é o desvirtuado “foro privilegiado”, uma aberração da nossa lei. Ninguém quer parar em Curitiba.

Se ele tomasse esta decisão, e de preferência o mais breve possível, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiria o cargo temporariamente por 30 dias e convocaria eleições indiretas no Congresso Nacional, como reza a Constituição. Não haverá eleições diretas. Esqueçam. A constituição é muito clara. Não há como alterar a carta magna em meio ao caos político que vivemos.

O ideal é que seja eleito um presidente de alta credibilidade, que agrade a maior parte da população e que esteja totalmente fora da mira da Lavajato. Carmen Lúcia e FHC são bons nomes, dentre outros. O importante é manter a governabilidade nos próximos 18 meses até as eleições de 2018 e dar andamento as reformas que o Brasil precisa. Caso contrário o país vai parar de novo e continuaremos afogados na recessão.

Outra saída possível seria a cassação da chapa Dilma-Temer, julgamento que deve acontecer no dia 6 de junho. Mais uma chance de colocar fim nessa triste história.

Se Temer optar por ficar, será uma sangria lenta, muito lenta. Ruim para todos.

Votei no Aécio. Apoiei o impeachment da Dilma e tenho convicção que Temer fez um bom governo. Mas acabou. Não há argumento contra os últimos acontecimentos. Não há desculpas. Desejo que todos os envolvidos sejam expurgados do Governo e que sejam julgados pela justiça.

E os investimentos o que fazer? Foi um duro golpe na última quinta-feira. Mesmo com alguns mecanismos de proteção, houve uma queda importante nos ativos: ações e títulos do Tesouro Direto (TD). Quase todos foram pegos de surpresa. O mercado estava em alta marcante. A maioria dos investidores estava fortemente comprada. Quase todos perderam, e muito.

Eu, particularmente, na quinta-feira negra não fiz nada, mas a partir da última sexta-feira comecei a me proteger. Essa situação política não será resolvida rapidamente e a volatilidade será monstruosa. Melhor adotar uma postura mais cautelosa, mas sem pânico.

Para os investidores de longo prazo, sugiro que a cada estresse do mercado, se tiverem caixa disponível, aproveitem as oportunidades e aumentem gradualmente suas posições compradas: bolsa e TD.

Para aqueles que têm algum domínio do mercado sugiro montar posições de proteção, com derivativos e opções.

A única coisa que você não deve fazer é tomar decisões precipitadas. Todas as crises são passageiras. Umas demoram mais, outras menos. É preciso ter paciência. Lembre-se: estamos falando de investimentos de longo prazo.

Por fim, gostaria de afirmar que continuo muito otimista com o futuro do Brasil. Sairemos muito mais fortes de tudo isso. Tenho plena convicção. É óbvio que eventos como esse retardarão a retomada da economia, mas ela virá.

O único medo que tenho é o surgimento de um candidato oportunista para as eleições de 2018, um salvador da pátria, pregando medidas populistas e não ortodoxas, que levariam o país ao caos. Todavia, até o momento, acredito que essa chance é remota. 

MJR



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Buy Brazil



Na última terça-feira mostrei todo meu otimismo com a economia brasileira no post daquela data. Estamos no caminho correto e vamos longe.

Deixe os pessimistas de lado. Olhe para frente. Posso garantir, estamos numa situação muito melhor em 2017 do que há 12 meses quando Temer assumiu. Os números são categóricos. E a taxa de desemprego?  É verdade ela continua em alta, mas sempre, eu disse sempre, é o último indicador a se recuperar.



O mercado acionário brasileiro após uma correção saudável nos últimos 60 dias, voltou a ficar forte nesta semana: alta expressiva e com ótimo volume financeiro (veja acima). Rumo ao topo histórico! Mas antes é preciso superar a máxima do ano em 69 mil pontos, e depois seguir de encontro ao pico máximo do IBOV em 73.900, ocorrido em 2008. E, melhor, acho que vamos ainda mais longe este ano. Talvez 82 / 83 mil pontos pelos meus estudos de análise técnica.

O número exato em si representa muito pouco, pode ser um pouco mais ou um pouco menos, mas o mais importante é que estamos num verdadeiro BULL MARKET de médio e longo prazo. Temos fôlego para muito mais. Quer uma prova cabal disso?

Veja com calma os dados do primeiro gráfico do post referente ao ativo EWZ, um ETF Brazil negociado em Nova Iorque. É como os gringos “enxergam” o mercado brasileiro. Repare que desde o topo de 2008, em 100 pontos, caímos constantemente e batemos menos de 20 pontos no ano passado. Contudo, atualmente estamos em 39 e, melhor, rompemos a linha de tendência de baixa (linha verde oblíqua) que segurava o ativo desde 2008. E isso é um sinal muito relevante. Qual o alvo final? No mínimo buscar o topo histórico, isto é, um potencial de alta de 150%. Isso mesmo, 150%! Mas isso não ocorrerá da noite para o dia. Será uma trajetória de anos. E neste percurso teremos quedas, turbulências, dúvidas, pessimismos, etc. Mas, o alvo continuará lá, intacto.

Em resumo: apesar da alta de quase 100% do IBOV em relação ao fundo de janeiro de 2016 (37 mil pontos), o índice ainda tem muito a subir.

E os riscos? É óbvio que eles existem, pois todos os ativos de renda variável têm seus riscos. Mas a relação risco-benefício é muito interessante. Se perder, perderemos pouco, mas se estivermos certo, poderemos ganhar muito. Essa é a lógica do investimento. 

Mas não se esqueça, invista somente o dinheiro que você não precisará nos próximos cinco anos. Compre bons ativos. Evite micos. E o mais importante, não deixe de diversificar seu portfólio.

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.