quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo




Hoje não quero escrever sobre economia e muito menos de crise, corrupção e política. É preciso esquecer as mazelas de nossos governantes. A época do ano pede uma pausa, um descanso, mesmo que fugaz. É tempo de confraternização, esperança e otimismo. É tempo de compartilhar o sorriso das crianças. É tempo de dividir com os amigos e familiares as nossas conquistas, alegrias e saudades. É tempo de sonhar e esperar pelo melhor. Não deixe de curtir os bons momentos. Desejo a todos os amigos um ano novo repleto de conquistas, com muita saúde, paz, dedicação e sabedoria para enfrentar os desafios de 2016. Tintim!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

IBOV perde importante suporte



A sinalização da última sexta-feira foi confirmada no dia de hoje e o forte suporte do IBOV em 44 mil pontos foi perdido. Apesar do índice ter sido negociado abaixo deste patamar em 15/08/15, este é primeiro pregão que o IBOV fecha bem abaixo dos 44 mil pontos, confirmando de maneira inequívoca a perda do suporte.

Como já tinha escrito várias vezes no blog, eu não acreditava que o IBOV fosse perder os 40 mil pontos, mas agora, infelizmente, a chance é muito significativa. Contudo, é improvável que aconteça ainda este ano, em virtude do baixo volume financeiro desta época (final de ano), mas em 2016 não escaparemos.

Os motivos? As notícias ruins da economia superaram todas as expectativas. As lambanças do Governo Federal não cessam. É inacreditável. A nomeação de Nelson Barbosa para a Fazenda é lamentável. A perda do grau de investimento aconteceu. O impeachment foi amarrado pelo STF. As bolsas mundiais ameaçam uma correção mais forte após a subida dos juros pelo banco central americano. Assim, existem vários fatores para derrubar o IBOV ainda mais. Destes, sem dúvida, o mais importante é a incapacidade do governo criar qualquer perspectiva positiva para a economia brasileira. Apesar da cotação da bolsa brasileira em dólares estar em níveis promocionais, voltamos ao ano de 2005, a falta de perspectiva afugenta todos os investidores.

Perdendo os 40 mil, a bolsa poderá buscar 34 mil pontos. Mais de 20% de queda em relação ao fechamento de hoje em 43.200. Um desastre! Bom, mas isto não acontecerá de um dia para o outro. O mais importante é acompanhar a evolução, dia a dia. Outro aspecto: uma reviravolta no processo de impeachment ou novas revelações da Lava Jato podem mudar o viés baixista do IBOV. 

Aguardemos.

MJR

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

“Presente de Natal” do Supremo Tribunal Federal



Ontem num julgamento estranho e “chapa branca”, o STF nos tirou a esperança de um futuro melhor. O final de ano será melancólico. A pausa de 45 dias na política dará muito fôlego ao governo. Ninguém sabia ao certo se o impeachment prosperaria ou não, mas existia uma luz no final do túnel. Ela foi subitamente apagada num julgamento tendencioso e político. Como um importante jurista comentou no dia de hoje: “o STF não está contente em julgar e quer legislar”. Virou uma guerra pessoal do Eduardo Cunha e da Presidente Dilma. Neste vale tudo, promessa de cargos e “compra” de deputados para eleger o líder do PMDB, entre outras aberrações da política atual, o povo brasileiro está na linha de combate, amargando uma crise profunda e sem fim.

Terminamos o fatídico ano de 2015 esperando um ano vindouro ainda pior. E vai piorar. Pode crer. O Governo Federal não dá uma dentro. A credibilidade foi para o espaço. A corrupção está em todos os cantos deste país. O ajuste fiscal foi por água abaixo. Levy pediu as contas. Vão insistir na “nova matriz econômica do Guido”, ou melhor, da Dilma, que nos levou à maior crise dos últimos tempos. A provável nomeação de Nelson Barbosa para o Ministério da Fazenda é a prova cabal de que os erros da política econômica persistirão.

As agências de rating já rebaixaram o Brasil para junk – lixo. Na verdade, o mercado financeiro já tinha rebaixado. A inflação não cede e com o aumento dos gastos públicos ela aumentará. A taxa Selic, que já está alta (14,25%), aumentará em 2016: para 16% ao ano, quem sabe? A taxa de desemprego vai bater 12%. O dólar continuará nas alturas. Ninguém investirá no Brasil durante este desgoverno. Assim, o próximo ano será muito pior. Quem sabe com esta provável piora econômica, a população saia da zona de conforto e proteste nas ruas com mais entusiasmo. O movimento pró-impeachment do último domingo foi muito tímido. E não é porque a popularidade da Presidente aumentou, pois sua aprovação continua em pífios 8%. É a descrença total com o país. Com certeza isto fortaleceu o governo e suas artimanhas manipuladoras nos bastidores dos três poderes. Se continuarmos calados, estaremos dando carta branca para este governo incapaz e corrupto.


Prepare-se para o pior. Não é suposição. É a pura realidade. Só não vê quem não quer.

MJR

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O impeachment e a economia



Quem acompanha o mercado financeiro percebe, e não é novidade para ninguém, que a possibilidade de impeachment faz muito bem aos ativos de renda variável. Até o desfecho do processo de impedimento da Presidente, ainda não se sabe a data final, teremos dias muito voláteis pela frente no mercado de ações, como o dia de hoje. Volatilidade será a palavra da moda. No curto prazo, a cada passo pró-impeachment assistiremos altas calorosas do IBOV, enquanto o retrocesso desencadeará quedas vertiginosas... Até o momento que escrevo, o movimento político a favor do impeachment é cada vez mais forte, isso é inegável, mas ainda falta a participação popular. O próximo domingo, 13 de dezembro, pode ser o dia decisivo. Ironicamente, 13...  Será um caminho bastante sinuoso. O mercado financeiro já é por si só, maníaco-depressivo, se você oferece mais razões à sua loucura, ele mudará de humor a cada dia. As emoções comandarão as razões. Faz parte do jogo.

E no médio prazo, o impeachment é bom ou ruim para a economia e, por conseguinte, para o mercado de ações?


O simples fato da concretização do impeachment não muda em nada a situação caótica da economia. Porém, um fator altera instantaneamente: o retorno imediato da confiança dos empresários e investidores. Como num passe de mágica. Da noite para o dia. Será como tirar o “bode da sala”, um alívio. O governo Dilma enterrou qualquer perspectiva positiva. Por outro lado, o próximo presidente terá uma trajetória muito difícil pela frente, pois os erros recorrentes dos últimos anos foram terríveis. Consertar as lambanças do PT não será moleza, mesmo porque, medidas impopulares precisarão ser tomadas. Mas acredito que o Brasil tem tudo para atravessar o mar revolto e a tempestade perfeita, com muita harmonia, solidez e serenidade. O impeachment é traumático, mas será bom para todos (ou quase todos, pois os larápios estão com a pulga atrás da orelha). Ele fará muito bem para a saúde econômica dos brasileiros. Tenho convicção!

MJR

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A esperança não morreu



Ontem à tarde escrevi um texto (abaixo) que publicaria no começo da noite, mas antes disso, o “ilustre” Eduardo Cunha detonou a bomba, ou melhor, despertou a esperança em milhões de brasileiros: o processo de impeachment da Presidente foi acatado. Será uma longa batalha no Congresso Nacional, mesmo porque o recesso parlamentar está chegando e atrasará o processo.

Não me interessa o mérito do impedimento da Presidente. Para mim o mais importante é ficar livre desta quadrilha incompetente que está dizimando o país. Se ontem, no momento que eu escrevia o texto, não via a luz no fim do túnel, hoje ela é clara, límpida e estimulante.

Nós, brasileiros, precisamos colaborar. Se já tiramos um Presidente eleito, podemos repetir a dose. Vamos tomar as ruas. Vamos exigir celeridade dos nossos deputados e senadores. O Brasil só tem a ganhar. Impeachment já!

MJR


A esperança é a última que morre. Será?

Há cerca de cinco semanas escrevi no blog sobre os possíveis destinos do IBOV neste fim de ano. Tracei algumas hipóteses. As expectativas eram um pouco melhores. Mas desde então quase não saímos do lugar, ou melhor, subimos, caímos, subimos mais um pouco e caímos outro tanto, mas na verdade continuamos na mesma, estacionados entre os 44 e 49 mil pontos.  Fica bem claro no gráfico abaixo, mas a indecisão ainda é o sentimento preponderante entre os investidores. 



O cenário econômico horroroso e o caos político enterram o mínimo de otimismo no mercado financeiro. Mesmo diante das barganhas da bolsa, até os investidores estrangeiros, sedentos por pechinchas, estão cautelosos, aguardando o desfecho do nosso calvário. Não poderia ser diferente. A cada dia que passa, as notícias superam as expectativas para pior, é claro. O PIB do último trimestre? O pior dos últimos 20 anos. Agora a expectativa para 2015 é de queda de 4% para o PIB. E queda de 3,6% em 2016. Inacreditável. Surreal. Fala-se em depressão econômica e não mais recessão. Independente do nome, a que ponto a situação chegou!

Enquanto isso, a batalha imoral no Congresso Nacional beira ao ridículo. Lá, quase todos estão preocupados apenas em defender o indefensável, seja a tropa da Dilma, seja a do Eduardo Cunha. Por outro lado, a oposição, em minoria e sem forças, assiste ao espetáculo circense de camarote. E nós, brasileiros?

Amargando uma crise disseminada, sem precedentes. Não é invenção dos telejornais, estamos sentindo no dia a dia dos nossos convivas. Mas mesmo assim, estamos todos acomodados, quietos, esperando uma solução Divina. Todavia, ela não virá, posso garantir. Se nada for feito, tudo piorará e seremos obrigados a sair desta zona de conforto (ou desconforto).

Confesso que é um sentimento muito ruim ver o país desmoronando e não poder fazer nada. As empresas brasileiras estão virando pó e serão vendidas a preço de banana para os estrangeiros. Até os “hermanos” já mudaram a rota nas últimas eleições. E nós continuamos nas mãos deste incompetente e corrupto governo petista. É curioso como o mundo dá voltas: a esquerda estúpida preparando o terreno para a invasão do “capitalismo selvagem”.  O tiro saiu pela culatra.


Mas ainda há esperança, como Delfim Neto comentou nesta semana: “não temos a competência para acabar com o Brasil”, felizmente. Sobreviveremos sim, mas será uma árdua e longa travessia, pois ainda não há esperança, nem mesmo uma tímida e fraca luz no fim do túnel. Paciência!

MJR

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fim de linha para o Governo Federal




Nós, brasileiros, estamos numa encruzilhada sem precedentes. Uma crise econômica profunda, arrastada e dramática, entrelaçada numa crise política ainda mais avassaladora. Quando parecia que teríamos um final de ano um pouco mais calmo no cenário político após a “imoral” reforma ministerial, pelo menos temporariamente, os fatos ocorridos na quarta-feira fizeram emergir todos os nossos problemas de uma só vez. O Executivo em pânico, atônito e sem capacidade de governar. Os líderes do Legislativo na mira da operação Lava Jato e preocupados apenas em salvar suas próprias peles. A economia em frangalhos, cada dia pior e sem perspectivas de melhora. O que esperar de 2016? 

Se nada for feito, e rápido, tudo pode piorar ainda mais: desemprego, recessão e inflação, entre outros. Fôssemos nós um país de regime parlamentarista o “Primeiro Ministro” já teria sido destituído há muito tempo e recomeçaríamos tudo de novo. Mas não somos. Assim, só temos uma saída: o impeachment da Presidente. Não há outro caminho. O governo que aí está acabou. Ele não tem mais capacidade de comandar o país num cenário tão caótico. É preciso cortar o mal pela raiz. O mais rápido possível. Senão, sangraremos lentamente por mais três anos. Basta!

MJR

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dia histórico



Estou em êxtase. O dia 25 de novembro de 2015 ficará marcado para sempre na história do Brasil e na minha memória. Não é um dia qualquer. Hoje tivemos um sinal claro que vivemos num país democrático e com instituições sólidas. A prisão de um Senador da República – e não é qualquer Senador, é o líder do Governo Federal – e de um dos maiores banqueiros deste país mostra que devemos ter esperança em dias melhores. Pode ser o começo da transformação deste país. O dia D. A “turma” que achava que podia tudo sofreu um golpe avassalador. E o mais chocante: as provas oferecidas até agora. Incontestáveis: intimidação direta e felizmente gravada. Algo inimaginável. É muita ousadia. É muita sensação de impunidade.


Parabéns a Polícia Federal. Parabéns a Procuradoria Geral da República. Parabéns ao Supremo Tribunal Federal. Parabéns ao filho de Nestor Cerveró, Bernardo, que num ato de coragem resolveu entregar parte da quadrilha que insiste em sangrar nosso país. Viva a democracia. Viva o Brasil... 

MJR

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Compras no exterior – Como é o cálculo de conversão do dólar?



Pasmem? Não há regras oficiais. Isso mesmo. A conversão é feita pelos bancos sem nenhum critério conhecido. Tudo no escuro. Acabei de checar no Banco Itaú. Mas a "regra" é válida para todos os bancos!

Segundo os próprios bancos, baseados na cotação oficial do Banco Central, eles fazem o seu próprio preço. Qual a fórmula? Não existe. “Segredo de Estado”. Uma vergonha. 

Não sabemos se a conversão será pelo dólar comercial ou pelo dólar turismo. Nem o ágio eles divulgam. De acordo com um estudo feito pela Proteste em parceria com o economista Samy Dana (publiquei no google+), a “taxa extra” sobre a cotação oficial pode atingir mais de 5 %, dependendo do banco.

Assim, tudo que você pagar no exterior você deverá acrescentar 6,38% de IOF (para o Governo Federal) e mais cerca de 5% de ágio sobre um dólar às cegas (para o banco).


Por essas e outras, se você estiver com viagem marcada para o exterior, opte pela compra do dólar em espécie, pois apesar do ágio cobrado pelas casas de câmbio, você não estará sujeito a nenhuma surpresinha! Carregar um cartão pré-pago também é uma opção, pois você já sabe de imediato o dólar da conversão no dia da compra, apesar da incidência do IOF (6,38%).

MJR


domingo, 25 de outubro de 2015

IBOV – Momentos decisivos



Após uma pausa de duas semanas, férias merecidas, o blog está de volta. Nestes 14 dias de ausência, o IBOV fez o que eu esperava: recuou. A correção era mais que esperada após nove pregões consecutivos de alta (subiu mais de 12%). Até o momento a correção do impulso anterior está dentro do previsto. O índice buscou a média móvel de 21 períodos e a retração de 50% de Fibonacci. A correção no tempo também foi atingida: nove pregões. Desta forma, estamos prontos para o próximo movimento. Assim, quais são os caminhos possíveis do IBOV? Vejo dois cenários:

O primeiro e mais provável é o rompimento da forte resistência em 49.800 pontos (linha horizontal azul), o que confirmaria um belo pivot de alta. Apesar do movimento baixista da última sexta-feira (estrela cadente), o volume foi muito baixo, favorecendo um movimento errático (falso). Mas por que acredito numa alta do IBOV num cenário político-econômico ainda é catastrófico e nebuloso?

1 – No movimento de alta prévio, o IBOV rompeu a linha de tendência de baixa (LTB) que conduzia os preços desde o começo de maio de 2015 (linha oblíqua vermelha): o que é um sinal muito positivo.

2 – Pelo menos por enquanto, as inúmeras e péssimas notícias parecem que já foram precificadas no índice. Teoria de Dow: o mercado desconta tudo!

3 – A bolsa brasileira ficou muito barata em dólares (queda de mais de 30% em 2015), o que atrai os investidores estrangeiros. Até o momento, em setembro, o saldo dos gringos é positivo em mais de 4 bilhões de reais. Ótimo sinal. Sempre é bom lembrar que eles representam mais de 50% dos investidores da bolsa.

3 – O mercado financeiro sempre anda na frente da economia. Se já não estamos no fundo do poço, estamos muito próximos.

4 – Graficamente, vários ativos importantes estão na mesma situação do IBOV, isto é, próximos de um pivot de alta, o que favorece uma alta mais consistente e confiável.

5 – As bolsas internacionais estão em alta e podem levar o IBOV junto.

6 – Por último, o período do ano (último trimestre) costuma ser positivo para o mercado de renda variável (comportamento histórico).

O segundo caminho possível do IBOV é continuar a correção, buscando os fundos anteriores, em 43.700 e 42.700 pontos (linhas horizontais vermelhas). Apesar de possível, acho que esta possibilidade é menos provável, pelos aspectos acima comentados. Como venho escrevendo há muito tempo, dificilmente o IBOV perderá os 40 mil pontos.

Assim, acredito que a bolsa brasileira está sinalizando um provável movimento de alta mais duradouro. Como escrevi e previ no meu segundo livro: 2015, o ano da virada. Será?



* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.


domingo, 4 de outubro de 2015

Um pouco mais sobre os títulos públicos prefixados: 6% em 10 dias!


Há cerca de 10 dias escrevi sobre a boa remuneração dos títulos prefixados. Os juros futuros estavam sendo negociados em níveis recordes, fazendo com que os juros dos títulos prefixados explodissem. Naquele dia, os papéis do tesouro direto prefixado (LTN 2021) bateram 16,30% ao ano. Comprei com muita convicção e escrevi no blog. Desde então muito gente me questionou se é a hora de aplicar tudo em títulos prefixados e o que eu penso sobre os títulos pós-fixados. Veja algumas ponderações e tire suas próprias conclusões:

1 – A Taxa Selic está em 14,25%. A ata do Copom sugere a manutenção desses juros por um longo período. Apesar da inflação resiliente, um aumento da taxa básica de juros pode pressionar ainda mais a recessão. Desta forma, acredito que por enquanto a taxa Selic ficará neste patamar.

2 – Sempre é bom lembrar que a taxa de juros somente poderá ser reduzida de forma consistente e segura com o equilíbrio das contas públicas. Isto parece bastante longínquo, apesar das medidas anunciadas na última sexta.

3 – A instabilidade do mercado financeiro vai continuar, pois o cenário político e econômico ainda é caótico, sem boas perspectivas. Assim, volatilidade é a palavra-chave do momento.

4 – Um eventual (e provável) rebaixamento do rating brasileiro por outras agências internacionais  pode pressionar ainda mais o dólar e as taxas de juros futuros.

5 – A proximidade da subida de juros no mercado americano também trará pressão aos países emergentes, especialmente ao Brasil.

6 – Posto isto, fica claro que os juros futuros (DI) podem e devem continuar a subir até caminharem para uma estabilidade futura e sua posterior redução. Assim, uma boa parcela dos nossos investimentos deve continuar vinculada aos juros pós-fixados (Fundos DI e Tesouro Selic). Uma postura conservadora e inteligente para uma Tempestade Perfeita. Em contrapartida, em virtude da volatilidade e das altas taxas de juros pagos acredito que também devemos nos posicionar nos títulos prefixados, garantindo uma remuneração extraordinária para os próximos cinco anos.

7 – Compre apenas o montante que você vai manter aplicado durante todo este período. Resgates antecipados podem gerar prejuízos em virtude do deságio. Porém, se você mantiver os títulos até o vencimento, a taxa de retorno é garantida e sem risco, ou melhor, apenas com o risco soberano (o mais baixo no mercado financeiro).

8 – Faça a migração gradual dos títulos pós-fixados para os prefixados. Aproveite os períodos de picos de alta da taxa de juros e compre mais prefixados.

9 – Nos últimos 10 dias os juros futuros desabaram. De lá para cá, a taxa de juros do tesouro prefixado (LTN 2021) caiu de 16,30 para 15,26%. Uma volatilidade estrondosa para um título de renda fixa. Mas o cenário é este e temos que nos acostumar. Eu até poderia vender meus títulos comprados naquele dia e obter um ágio de quase 6% (veja abaixo). Nada mal para apenas 10 dias. Mas não estou pensando no curto prazo. Quero garantir os juros atuais por um bom período e dobrar meu capital em apenas cinco anos. Este é o meu objetivo (e deveria ser o seu).





10 – Por último, fica a minha mensagem. Devemos aproveitar as “lambanças” contínuas do Governo do PT para garantir uma boa remuneração futura. Não sinto culpa alguma. Nunca votei nesta turma. Gostaria de estar aplicando meu dinheiro em renda variável, na bolsa de valores. Investindo no crescimento das empresas e das pessoas. Gerando empregos e maior renda para a população, mas as peripécias e a incompetência dos últimos anos nos custaram muito caro. Porém, agora, cada um com seus problemas. Aproveitem a volatilidade dos títulos de renda fixa.

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Títulos prefixados ou pós-fixados? Dobre sua aplicação em 5 anos.



Em situações de crise econômica esta pergunta é muito difícil de ser respondida, mas creio que chegou a hora de começar a comprar os títulos prefixados, como exemplo, o Tesouro prefixado (LTN).

Diante do cenário catastrófico em que o Governo Federal nos colocou (dólar futuro a 4,15 reais, recessão, inflação persistente, desemprego, falta de confiança, perda do grau de investimento, entre outros), temos que tentar esquecer os problemas e aproveitar as oportunidades com a incompetência do Governo e a insanidade do mercado.

Ao emitir títulos públicos os juros pagos pelo Governo Federal são determinados pelo próprio mercado (e não pelo Governo). Em outras palavras, quanto maior for a crise, maior serão os juros exigidos nos leilões, o que gera alta volatilidade. Quanto mais profundas forem as trapalhadas do Governo, maior será a exigência do mercado. Simples!  Você emprestaria seu dinheiro para uma empresa que só dá prejuízo e gasta mais do que recebe? O raciocínio para os títulos do Governo é o mesmo.

Os juros pagos a um título do Governo Federal dependem da Taxa Selic (taxa de juros à vista, spot, hoje em 14,25%), dos juros futuros (exemplo, DI com vencimento em 2017 em 16,30%), da oferta e da demanda, das perspectivas futuras da economia brasileira e das contas públicas (nada animadoras) e até de uma dose de especulação, é claro! Desta forma, hoje, dia 23/9, os juros prefixados bateram em 16,37% ao ano (NTNF-25). Uma aberração na história recente.  




O que fazer? Se você tem “caixa” chegou a hora de garantir estes juros polpudos por um período mais longo. Até então o ideal era aplicar totalmente em títulos pós-fixados (Selic). Mas acredito que chegou a hora de inverter a mão. Como o cenário ainda é muito incerto faça isso aos poucos. Execute em parcelas. Novos recordes nos juros podem ser atingidos.

Um exemplo: hoje, quem aplicar pouco mais de 45 mil reais numa LTN com vencimento em 2021 receberá 100 mil no resgate: rendimento bruto de 55 mil reais e retorno líquido por volta de 46 mil reais – descontado o imposto de renda (15%). É mais que o dobro em pouco mais de 5 anos. Uma mamata. Aproveite a incompetência do atual Governo e garanta seu futuro!

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Zeina Latif



Aprendendo com os mais brilhantes e experientes...

Hoje no almoço, 15/09, participei de uma breve palestra proferida pela Economista Chefe da XP investimentos, Zeina Latif, promovida pela Centronorte Investimentos, Goiânia, Goiás. Foram pouco mais de 40 minutos, mas o suficiente para uma brilhante exposição sobre macroeconomia. Veja alguns tópicos abordados por ela:

1 – O ajuste anunciado ontem foi muito tímido, apesar de estar na direção correta. Segundo ela o Brasil precisa de medidas muito mais severas do ponto de vista estrutural. “Precisamos de um país menos paternalista e menos intervencionista”.

2 – Para ela, o ajuste deveria ser muito mais amplo. Cortar definitivamente os benefícios fiscais e os subsídios de todos os setores (não estamos falando em programas sociais). Uma tarefa impopular mas necessária. A reforma da previdência é a principal missão. Nos moldes atuais o país não aguentará muito tempo.

3 – Zeina acha que dificilmente seguiremos os passos da Argentina. Os motivos? As instituições brasileiras sólidas e a presença do PMDB (Governo e Congresso Nacional): medidas populistas e deletérias para o país seriam prontamente barradas. Outro fator importante: a sociedade não aceitaria. Os “movimentos de rua” já mostraram isto!

4 – Indústria. A notícia mais triste: nos últimos anos, em virtude da política econômica heterodoxa (e fracassada), houve um crescimento do hiato entre a produção industrial e o consumo da população. Moral da história: inflação alta e persistente. Pior. A competitividade da indústria nacional foi reduzida a pó: salários em alta, produtividade em baixa e câmbio desfavorável por um longo período... Por outro lado, os efeitos positivos da recente correção do dólar sobre as exportações são tardios, exceto para as grandes empresas exportadoras.

5 – Inflação. Recuará em 2016 pela menor pressão dos preços represados, mas ainda ficará acima da meta.

6 – Solução para a crise? Ajuste. Ajuste. Ajuste. É preciso controlar as contas públicas urgentemente. O resto é paliativo. A política econômica fracassada do primeiro mandato da Dilma (leia-se Guido) está esgotada. O ajuste fiscal é fundamental para no futuro o BC reduzir a taxa básica de juros e estimular a economia.

7 – Um ponto muito importante (que sempre é a desculpa do PT). O mundo não está em crise. O PIB mundial dos últimos anos ficou acima de 3%. É verdade que houve uma desaceleração, mas condicionar a nossa recessão a uma suposta crise mundial é uma falácia.

8 – A perda do grau de investimento foi muito ruim. Péssimo. Afetará diretamente o país, as empresas e os novos investimentos.

É provável que eu não tenha comentado tudo, mas acredito que os pontos principais foram elencados. Resumindo, a nossa situação está caótica e sem perspectivas no curto prazo!

por MJR

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

13 anos de IncomPeTência. Basta!



Chegamos ao fundo do poço. Será? Se nada for feito tudo pode piorar. Reveja algumas manchetes recentes e confirme por si só a situação crítica em que o atual Governo nos colocou (abaixo). Sem falar na corrupção disseminada. Precisamos de uma mudança urgente. Não aguentaremos mais três anos de incompetência, desgoverno e falta de liderança. O Brasil está na UTI em estado grave e sem perspectivas. É um paciente terminal!

Se nos primeiros 6 anos do Governo do PT, 2002-2008, o país obteve significativas melhoras nos indicadores sociais e econômicos, quase tudo foi destruído por eles mesmos nos últimos 7 anos, 2008-2015. Mais de uma década perdida. O motivo principal? Um Tsunami de má gestão: uma incompetência sem precedentes e erros pueris na condução da política econômica nestes 7 anos. Outro aspecto muito importante: fica muito claro nas atuais investigações da Polícia Federal que o Governo do PT visa exclusivamente a manutenção do poder, a qualquer custo. É Mensalão. É Petrolão. Que se dane a população. Pior. Em cenários de crise quem mais sofre é a população de baixa renda. A crise é arrasadora e já afeta o emprego, as mensalidades escolares e os planos de saúde.

Os maiores culpados de tudo isso são a atônita Presidente, o fatídico Guido e os 51 milhões de brasileiros que foram ludibriados pelas falácias do PT na eleição de 2014. Uma campanha desleal, mentirosa e provavelmente financiada por dinheiro sujo oriundo da corrupção. Para piorar a situação, o Ex-Presidente Lula tenta voltar à cena como o salvador da pátria: bravatas e mais bravatas. Haja paciência. Ninguém aguenta mais. A sociedade precisa se mobilizar ainda mais, urgente, caso contrário seguiremos os passos erráticos dos nossos hermanos e mergulharemos numa crise ainda maior. Posso garantir: o que está ruim ainda pode piorar! 



                                         


































Em resumo:


PIB em queda (previsão de contração de 3% em 2015). Quase inacreditável. Recessão.

Inflação alta e resistente. IPCA de 10% ao ano em 2015.

Juros básicos em níveis estratosféricos. Taxa Selic voltou a 14,25%, maior patamar desde 2006.

Confiança de empresários e consumidores reduzida a pó.

Taxa de desemprego em 8% retornando a níveis de 2002.

Dólar a 4 reais, mesma cotação de 2002: no auge do “medo” e das incertezas sobre a provável eleição de Lula em 2002.

Bovespa em níveis de 2005. Grandes e médias empresas em situação caótica.

E a cereja do bolo: a perda do grau de investimento. Os investimentos vão minguar ainda mais.


Mais de uma década perdida!  

MJR

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Análise Técnica no Mercado de ações



Prezados leitores do blog,

Este é o meu quinto livro publicado, já disponível na Amazon. Sem dúvida, o melhor deles. Foram mais de dois anos dedicados à sua elaboração. O enfoque principal é na análise técnica no mercado de ações do Brasil – assunto que me dedico a estudar nos últimos 5 anos. O livro ficou muito didático e com uma linguagem simples e acessível: do básico ao avançado. Contêm 176 ilustrações e gráficos em alta resolução, todos originais. 

Leia um trecho da introdução do livro e depois o conteúdo do livro:

“O sucesso no mercado de ações depende exclusivamente de você. Duas palavrinhas mágicas são preponderantes: conhecimento e disciplina. Sem estes dois fundamentos você será um fracassado. Pode confiar. O conhecimento se adquire com muito estudo e dedicação. Já a disciplina é inerente a cada um. Ela é intrínseca e só depende de você. Basicamente, existem duas maneiras de investir corretamente no mercado de ações: através da análise fundamentalista ou da análise técnica. O objetivo principal deste livro é apresentar ao leitor os principais quesitos para se praticar uma boa análise técnica no mercado de ações baseada nos gráficos. Tenho total convicção que após uma leitura atenta e a compreensão dos temas aqui apresentados, você se tornará um investidor melhor. Um último detalhe: não opere na bolsa como a maioria dos pequenos investidores no Brasil. Eles operam no “achismo” e nas dicas de terceiros. O resultado é quase sempre o mesmo: perdem grande parte das reservas financeiras e criticam o sistema financeiro e a bolsa de valores. Faça diferente: estude muito, dedique e invista corretamente. Este é meu maior conselho. Não espere por dicas milagrosas. Elas não existem”. 

Sumário:
1.        Introdução.
2.        Quem opera no mercado de ações?
3.        Qual escola seguir: análise fundamentalista ou técnica?
4.        Introdução à Análise Técnica.
5.        A importância do volume financeiro.
6.        Médias Móveis.
7.        Análise do formato dos candles – uma ferramenta poderosa.
8.        Tendência de um ativo.
9.        Um pouco da Teoria de Dow.
10.     Reversão de tendência – Pivots.
11.     Suportes, resistências e rompimentos.
12.     Padrões gráficos complexos.
13.     Gaps.
14.     Retrações e Projeções de Fibonacci.
15.     Os indicadores mais úteis em análise técnica.
16.     Conceito de Stop.
17.     Entradas e Saídas parciais.
18.     Gestão do dinheiro e Controle de risco.
19.     Passos  para começar a investir em ações.
20.     Táticas operacionais de médio e longo prazo.
21.     Set-ups de Position Trade.
22.     Táticas operacionais de curto prazo – Swing Trade.
23.     Operações de curtíssimo prazo – Day Trade.
24.     Comentários finais.
25.     Leitura recomendada e comentada. 


** Público alvo:
investidores no mercado de ações e traders em formação.

MJR

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Grau de investimento e Rating – Saiba um pouco mais!



O assunto está na moda. Está todos os dias nos jornais: o Brasil caminha a passos largos para perder o grau de investimento. Mas na prática, o que muda para o país? O que muda para você? Veja algumas ponderações:

1.      
As três principais agências de Rating são a S&P, a Moodys e a Fitch, todas estrangeiras. São agências privadas e independentes que avaliam o risco de calote dos países (risco soberano) e das empresas de capital aberto (risco corporativo), sejam elas públicas ou privadas. Desta forma, as agências estimam a probabilidade de inadimplência futura do emissor avaliado.

2.      
A análise é quantitativa (relatórios financeiros) e qualitativa (qualidade da gestão, crescimento esperado, competitividade no mercado e vulnerabilidade ao mercado e ao sistema econômico)... Aqui estamos muito mal: o atual déficit orçamentário do Governo Federal, quando o correto seria um superávit primário; a gestão pública horrorosa, dentre outros problemas. Triste fim o nosso!

3.      
Fatores avaliados para o Rating: os chamados 4Cs:
a.        Caráter do emissor – histórico de crédito.
b.       Capacidade de pagar as dívidas – análise financeira.
c.        Colateral oferecido – garantia específica de cada título emitido.
d.       Covenants da emissão – direitos e deveres contidos no documento da emissão do título.

4.      
Existe uma graduação básica das agências de Rating (veja o infográfico acima do site G1). Mas resumidamente temos dois níveis:
a.        Grau de investimento (Investment grade): isto é, alta probabilidade de pagamento dos juros e da devolução do valor principal investido no vencimento do título.
b.       Sem grau de investimento (Non-investment grade – junk): o contrário.

5.      
Em duas agências, o Brasil está no limite. Se perdermos um nível, seremos considerados “junk” (lixo). Na outra estamos dois níveis acima, mas com perspectiva negativa (Fitch). A continuar a situação como está, chegaremos lá!

6.      
Mas qual é a importância dos países terem o Grau de investimento? Basicamente duas:
a.        Ao emitir dívidas o Governo pagará menos juros. O mercado exige menos de um bom pagador... Um adendo: os Governos não criam riquezas; o povo e as empresas criam. Pare de imaginar que o Governo gera seus próprios recursos. Tire esta utopia esquerdista da cabeça. O endividamento público faz parte de qualquer Governo. De qualquer país. Não tem com ser diferente! O Governo sempre precisará de recursos de terceiros para o desenvolvimento do país e para a melhoria da qualidade de vida da população. Sempre!
b.       Grandes fundos internacionais somente podem investir em países com o chamado Grau de Investimento (proibição estatutária). Assim, o capital estrangeiro no Brasil poderá minguar.

7.      
Mas, tem um senão. As notas das agências são tardias.  O mercado é muito mais rápido. Na prática o Brasil já perdeu o Grau de Investimento, basta observar as atuais taxas dos títulos públicos (títulos prefixados em 15% ao ano) e o patamar muito alto do CDS (Credit Default Swaps, resumidamente, uma espécie de seguro dos títulos públicos nacionais – em breve comentarei mais sobre ele). Portanto, já somos “junk”.

Por tudo isso, devemos “agradecer” a bela condução da política econômica nos últimos sete anos (2008 a 2015). Foi um desastre. O Profeta Guido nos levou ao fundo do poço e com o aval da atual Presidente que foi reeleita mentindo para a população e ignorando todos os sinais de alerta. Lamentável!

MJR

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Semana agitada na Bovespa


Começamos a semana num verdadeiro caos. Pessimismo global com o gigante asiático (China). A manhã de segunda foi um banho de sangue. Mas já no período vespertino ocorreu uma boa recuperação.

Na terça o dia foi invertido. Começamos em alta e devolvemos grande parte dos ganhos à tarde.

Na quarta e quinta tivemos uma forte alta na Bovespa e com ótimo volume. Mais de 7% de alta. Já em relação ao fundo da segunda, a alta foi de 12%.  

Hoje, sexta, temos um dia de correção no IBOV, mas com baixo volume. Realização de lucros e muitos investidores não querem ficar posicionados no final de semana (volatilidade). As bolsas internacionais fecharam perto da estabilidade.

O que esperar para os próximos dias?

Esqueçamos os fundamentos. Pelos gráficos o IBOV pode ter feito na última segunda um fundo importante de longo prazo (por volta de 44 mil pontos), junto da mínima de 2013. Veja o gráfico mensal:



A maciça entrada de força compradora é a maior prova disso (muito volume financeiro). Veja o gráfico semanal abaixo. Observe o candle da semana: apesar da pequena sombra superior (queda de hoje), ele tem forte conotação altista!



Curiosidade: veja abaixo o gráfico semanal do Dow Jones. Candle de forte conotação altista com grande volume financeiro e em cima de suportes.

   

Contudo, a volatilidade está muito alta e nada impede que o mercado vire a mão de novo. Para baixo é claro. E volte a testar os 44 mil pontos.

Desde ontem o IBOV testa a média móvel de 21 períodos. Numa tendência de baixa, como a atual, o habitual é o mercado cair. Todavia o repique foi muito forte e um eventual rompimento da média na próxima semana poderá trazer nova força compradora. As próximas resistências do IBOV se encontram entre 50 e 51 mil pontos.

Notícias positivas ou negativas (internas ou externas) poderão ser o gatilho do movimento de alta ou baixa, respectivamente.

O que fazer no curto prazo?

Recomendo bastante cautela. Aguardar os próximos movimentos é o mais prudente. Não queira prever o movimento do mercado. Bom final de semana!

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Bovespa ladeira abaixo??



E agora Marcelo. Bovespa a 44 mil pontos! Rumo aos 29 mil pontos ou já chegamos ao fundo do poço? Sinceramente, gostaria de ter esta resposta. Mas não tenho. Talvez ninguém saiba. Nos últimos dias ouvi de tudo: Bovespa a 36 mil pontos (cerca de 10 mil dólares), 29 mil pontos (fundo de 2008), dentre outros palpites. Confesso que não cheguei à conclusão alguma. Infelizmente. Mas veja algumas ponderações que fiz e reflita sobre os pontos positivos e negativos:

1 = A crise econômica (e política) no Brasil está no clímax, sem perspectiva de melhora. Ponto negativo para o IBOV.
2 = A incerteza sobre a economia chinesa está no auge. Ponto negativo.
3 = Commodities em forte baixa. Ponto negativo
4 = Aumento dos impostos para os bancos. Ponto negativo.
5 – As bolsas lá fora tiveram altas expressivas nos últimos anos e “precisam” corrigir (o que já está acontecendo de forma mais aguda). Somos muito dependentes de investidores estrangeiros. Ponto negativo.
6 = Os juros americanos vão subir em breve. Ponto negativo.
7 = Os lucros das empresas brasileiras listadas em bolsa minguaram. Ponto negativo.

Será que existem pontos positivos para o IBOV?

1 = O dólar nas alturas. Ponto Positivo. Como? A bolsa brasileira ficou ainda mais barata para os estrangeiros: hoje em 12.300 dólares. Um patamar menor do que o da crise de 2008.
2 = Ações de várias empresas ficaram com preços irrisórios quando comparados ao valor patrimonial da empresa e ao potencial de lucros no pós-crise.
3 = O Brasil, ou melhor, o Mundo não vai parar de consumir minério de ferro, petróleo, cerveja, comida, etc.
4 = As crises por mais demoradas que sejam um dia acabam. A história confirma esta premissa.
5 = O mercado financeiro comumente precifica erradamente as ações em situações de pânico, como a atual. Por que a VALE há poucos dias valia 15 reais e agora vale 12. O preço certo não seria 25, 30 ou 10? Ninguém sabe. Agora tudo é chute: renda “muito” variável.
6 = Quando há fortes exageros nos sentimentos do mercado, como o pessimismo atual, e grande volatilidade nas bolsas, comumente costumam ser indícios de fundos. Será?
7 = Por último, o IBOV está num fortíssimo suporte (44 / 46 mil pontos). 

Posto isto. Onde irá o IBOV no curto prazo? Não sei e o fundo pode ser bem mais baixo... E no longo prazo? No futuro com certeza olharemos para o índice e falaremos: como o IBOV estava barato!

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Bovespa on Sale



Estamos vivendo um tremendo dilema. Bolsa a 46 mil pontos. Em dólar isto equivale a 13.000 (dólar a 3,50). Já é um patamar inferior ao da crise de 2008 (veja no gráfico acima). Por outro lado continuamos no olho do furacão da crise econômica e política. A situação econômica do país está pior a cada dia. Basta acompanhar as fatídicas notícias diárias. A “guerra” declarada entre Cunha e o Governo Federal está apenas no começo e agrava ainda mais a situação, e com certeza deixará sequelas: Impeachment da Presidente? Destituição do Presidente da Câmara dos Deputados? Não sei. O que posso afirmar é que infelizmente estamos no fogo cruzado. E pior. Não temos perspectivas para o médio e longo prazo. Desta forma a tendência é que tudo possa piorar, se nada for feito. Triste realidade!

E a bolsa. O que fazer? No curto prazo, se você não gosta de fortes emoções, fique de fora. A volatilidade deve piorar. Estamos numa zona de fortíssimo suporte (entre 44 e 46 mil pontos). Se perder este patamar a situação poderá ficar muito pior... Contudo, muitas ações na Bovespa estão a preço de banana. Aliás, os preços na feira estão mais caros. Veja alguns exemplos (em dólares): Petrobrás a 2,40; Vale 3,90; Usiminas 0,90; Gerdau 1,50; Banco do Brasil 5,30; Itaú 7,42; Marcopolo 0,57; dentre outras. Estas empresas foram penalizadas por vários motivos: commodities em baixa, perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos, crise na Grécia, confusões na China, briga entre acionistas majoritários, intervenções do Governo Federal, crise no setor de atuação e má administração, não necessariamente nesta ordem. Os motivos por vezes são múltiplos. Não estou avaliando estas ações individualmente, e muito menos indicando a compra. É apenas uma constatação. Alguns exemplos.


Desta forma, fica claro que se você está pensando no longo prazo (mais de 5, 10 anos) creio que chegou a hora de começar as compras (ou aumentar a posição). Sempre com muita parcimônia, pois o fundo da Bovespa pode ser mais embaixo. E não esqueça: faça uma boa seleção de ativos. Não compre só porque está barato. Avalie ação por ação. Busque ajuda especializada. Diversifique. E, nunca, nunca se esqueça: aplique somente o dinheiro que você não vai precisar no curto prazo. Sempre!

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Bonificação em ações e o Imposto de Renda. Como fica?




Recentemente, julho de 2015, o Banco Itaú (ITUB4) fez uma bonificação de ações aos seus acionistas em 10%. Como isto altera o imposto de renda (IR) do investidor. Veja:

A bonificação em ações, para quem não sabe, é uma distribuição “gratuita” de ações aos acionistas da empresa, proporcional ao número de ações de cada acionista. Exemplo real: o Itaú emitiu 10% em novas ações e distribuiu de maneira proporcional aos seus acionistas. Assim, quem tinha 1.000 ações passou a ter 1.100 ações. O dinheiro para este aumento de capital foi oriundo do caixa da empresa e não do bolso do investidor. Em outras palavras, o dinheiro para “aquisição” das novas ações veio das reservas financeiras do banco e incorporadas ao capital social da empresa. Em geral, você receberá via correio o comunicado da empresa explicando a bonificação e informando o custo de aquisição (valor de cada nova ação), que será útil nos cálculos do IR. Veja abaixo o comunicado abaixo do Itaú:





Em relação ao valor total da sua carteira nada muda, pois após a bonificação o valor da ação cairá proporcionalmente à bonificação (semelhante ao efeito ex-dividendos). Contudo, para o IR teremos duas implicações.

A primeira é no cálculo do preço médio pago pelas ações. Se você tinha 1.000 ações compradas a R$ 35,47 cada, e recebeu 100 novas ações em bonificação a 18,35 cada, qual será o novo preço médio? Basta fazer o seguinte cálculo: (1.000*35,47)+(100*18,35)/1.100 = R$ 33,91 por ação adquirida. Perceba que apesar de você não ter pago pela novas ações bonificadas, o preço médio pago pelo banco deverá entrar no cálculo, aumentando assim o preço médio de aquisição. Portanto, é um benefício fiscal, e legal! Se você não acrescentasse o valor da bonificação, o seu preço médio seria de apenas R$ 32,25 = (1.000*35,47)+(100*0,0)/1.100. Desta forma, como o nosso preço médio ficou maior e numa eventual venda, o ganho líquido auferido será menor e, por conseguinte, o IR devido também. Certo?

A segunda mudança é que devemos declarar esta bonificação no ajuste anual. Siga os passos. No formulário de ajuste anual, clique em rendimentos isentos e não tributáveis. Depois selecione a opção 14: incorporação de reservas ao capital / bonificação de ações. À direita desta linha, clique no cifrão amarelo e surgirá uma nova janela: clique em novo. Aparecerá a janela final janela: descreva a fonte pagadora e o valor recebido (aqui coloque apenas o valor final recebido: no exemplo: 100*18,35 = R$ 1.835,00). Pronto. Simples e benéfico ao investidor. Qualquer dúvida estou à disposição e mais detalhes sobre o IR nas aplicações financeiras poderão ser encontrados no meu livro.

MJR