sábado, 15 de julho de 2017

Atualização do IBOV e comentários sobre a semana



Há 15 dias comentei que o IBOV começava a reagir no gráfico semanal. Na semana seguinte o IBOV ficou de lado, mas conseguiu superar a máxima da semana prévia, o que gerou compra. Bingo! Nesta última semana o IBOV subiu 5%, fechando acima dos 65 mil pontos.

Apesar do estado sobrecomprado no gráfico de diário (e uma correção deverá ocorrer em breve), os próximos alvos são: 66 mil pontos e o topo do ano em 69 mil pontos. Dependendo do fluxo financeiro poderemos superar este patamar e buscar o topo histórico. Suporte imediato em 64 mil pontos.

Não espere por um movimento linear de alta. Tenha paciência. Os objetivos são buscados de forma lenta, por vezes, em ondas rápidas como a desta semana. Mas essa não é a regra.

A semana:

A aprovação da reforma trabalhista foi uma grande conquista para a sociedade brasileira. Apesar das críticas dos movimentos sindicais, em minha opinião foi um grande avanço, uma bela modernização nas leis, e melhor, os principais direitos trabalhistas foram mantidos. Leia com cuidado a íntegra da reforma e tire suas próprias conclusões. Você verá que a reforma ajudará no retorno dos empregos. Bom para os 14 milhões de desempregados!

Outro ponto marcante da semana foi a esperada condenação do ex-presidente Lula. Se antes eu achava que ele tinha pouca chance nas próximas eleições presidenciais, agora acho que ele foi enterrado politicamente. Mesmo condenado apenas em primeira instância, assim apto a candidatar-se, ao meu ver, a chance dele ganhar a eleição presidencial foi reduzida a pó.

A semana também foi marcada pelo avanço da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Apesar do relatório desfavorável, o Governo ganhou com folga na votação da comissão, após uma manobra política de troca de membros. Agora a votação seguirá para o plenário e ocorrerá no começo de agosto. Temer precisa de apenas 142 votos para barrar a denúncia.

Temer ou Maia? Por enquanto para o mercado tanto faz. Ao que parece, os dois estão comprometidos em manter a política econômica. Assim, o mercado continuará em alta.

Particularmente, mesmo diante das graves denúncias contra Temer, prefiro que ele continue. O que ele fez para o país em apenas 15 meses foi muito mais que os seis anos e meio da Dilma, aliás, ele corrigiu os erros infantis na condução da política econômica e recolocou o país nos trilhos. Basta ver os dados econômicos atuais: inflação controlada, juros em queda, dólar estável e atividade econômica começando a reagir (a recessão está ficando para trás). O emprego voltará em breve.

Meu único receio é a queda da equipe econômica. Isso sim poderia levar o Brasil ao caos. Porém, felizmente, por enquanto é uma hipótese improvável. Tomara que eu esteja certo.

MJR


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Atualização IBOV – 30.06.2017



Após várias semanas em queda, o IBOV reagiu no gráfico semanal e fechou com alta de quase 3%, por volta dos 63 mil pontos. Melhor, não perdeu a mínima da semana anterior e superou a máxima. Bom sinal para o curto prazo.

Apesar da movimentação positiva, a alta foi com baixo volume financeiro, o que tira o brilho deste movimento. Mas, mesmo assim, melhor que mais quedas.

Se na próxima segunda-feira superarmos a máxima desta semana, os objetivos de curto prazo são a média móvel de 21 períodos e o último topo do diário, ambos em cerca de 64.400 pontos.

É muito provável que busquemos este patamar na semana que vem, especialmente se a reforma trabalhista for aprovada na próxima terça, dia 4/7.

Apenas acima do patamar de 64.400 pontos é que teríamos um movimento altista mais consistente.

Acredito que tenhamos um mês de julho mais positivo, haja vista que o cenário político deverá ficar mais calmo em período de férias (a conferir).

Contudo, devemos ficar atentos a dois fatos importantes:

1.      Uma correção mais forte no mercado americano (e ela está próxima, a meu ver) poderá afetar o mercado tupiniquim.

2.      E, claro, se surgirem fatos novos em Brasília.  

Bom mês de julho para todos. Na próxima coluna farei uma abordagem de médio prazo.

MJR


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os generosos rendimentos de alguns títulos privados e o “aval” do Fundo Garantidor de Créditos



Recentemente li um artigo muito interessante, onde a analista responsável, Marília Fontes, chama a atenção para um suposto “Conto do FGC”. Aproveito a oportunidade para esclarecer alguns detalhes importantes sobre o tema com meus leitores. Vamos lá:

Criado em 1995, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) constitui-se numa associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado do Brasil, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, permitindo recuperar parte ou a totalidade dos depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, no caso de falência ou de liquidação da mesma, desde que, o FGC tenha recursos suficientes para tal, isto é, a garantia é limitada aos recursos disponíveis no fundo. Os investidores detentores de depósitos à vista em conta corrente, depósitos em poupança e aplicações em títulos privados, como CDBs, LCs (Letras de Câmbio), LCIs, LCAs e letras hipotecárias, possuem uma proteção limitada em caso de “quebra” do banco.

As instituições financeiras devem se associar ao fundo e efetuar uma contribuição mensal obrigatória, definida por lei. Até abril de 2013, cada pessoa física ou jurídica tinha garantido um valor máximo de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em caso de inadimplência da instituição financeira, respeitando-se o saldo bancário de cada um, obviamente. O controle é individualizado por CPF ou CNPJ. Desde maio de 2013, o limite de garantia foi aumentado para R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). Além do limite, foi aprovado também o valor a ser pago em caso das contas conjuntas. Na regra anterior, em caso de titularidade conjunta de cônjuges, cada um recebia R$ 70.000,00. A partir de agora, os titulares da conta conjunta receberão o valor global de R$ 250.000,00, dividido pelo número de titulares, semelhante à regra para as contas conjuntas de titulares não cônjuges.

Pequenos bancos e instituições financeiras aproveitam a “garantia extra” do FGC e colocam seus títulos com rendimentos muito acima da média do mercado, por vezes atingindo a cifra de 120% do CDI. Seria muito bom, se não tivéssemos os seguintes problemas:

1.       Usualmente, nestes investimentos, exige-se um longo tempo de carência para o resgate do valor aplicado, por vezes acima de 48 meses, o que limita drasticamente a liquidez do dinheiro.

2.     Apesar da garantia do FGC e da solidez do sistema bancário nacional, numa eventual crise sistêmica dos bancos brasileiros (e isso já ocorreu algumas vezes no Brasil), o montante aportado no FGC poderá ser insuficiente para cobrir todos os bancos inadimplentes. Estima-se que pouco mais de 3% dos investimentos possam ser honrados.

3.       Mesmo que o FGC tenha o dinheiro disponível, você poderá ter alguns incômodos burocráticos até receber o dinheiro de volta, o que, mais uma vez, limita a liquidez do seu investimento.

Portanto, apesar dos retornos admiráveis, abra os olhos em relação aos títulos ofertados pelos pequenos bancos e tome muito cuidado ao aplicar seu dinheiro. O que parece bom no dia de hoje pode ser uma bela dor de cabeça no futuro. Recomendo as seguintes precauções:

1.     Procure obter informações confiáveis para separar o joio do trigo: no mercado brasileiro existem ótimos bancos de pequeno e médio porte, e outros ruins, beirando a falência.

2.      Nunca aplique seu dinheiro numa instituição só. Diversifique.

3.      Mantenha a liquidez de parte de suas reservas. Sempre!

4.      Evite carências longas.

5.     E por último, um ponto muito importante: calcule o valor aplicado e os juros futuros, sendo que o montante futuro (valor estimado) nunca deverá exceder os 250 mil reais.


Bons investimentos!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A indecisão (momentânea) do IBOV. Até quando?

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Desde o fatídico dia 17 de junho, a “quinta-feira negra” de maio, o IBOV entrou em stand-by, numa baixíssima volatilidade e com volume financeiro muito abaixo da média. Uma chatice!

Daí, alguém me pergunta: a baixa volatilidade significa menor risco para o mercado de ações? Definitivamente não. Na maioria das vezes, os momentos calmos são seguidos de extrema volatilidade e por movimentos bruscos. Prepare-se!

Por que o mercado financeiro está indeciso? Do ponto de vista político é óbvio: todos aguardando as peripécias (ou barbáries) de Brasília. Por outro lado, resumidamente, no mercado financeiro, a situação é essa: 

·         Vínhamos numa forte tendência de alta. Romperíamos o topo do ano em 69 mil em breve e caminharíamos rumo ao topo histórico (73.900).

·         A quinta negra quebrou esse consenso. Foi um banho de sangue. Vários fundos de investimentos locais precisaram zerar posições. Caos total.

·         Enquanto isso os estrangeiros aproveitaram o pânico para comprar mais.

·         Resultado: enquanto investidores locais estão vendidos, os estrangeiros estão comprados (saldo positivo de 2 bilhões em maio). Assim, se permanecer esse equilíbrio, a bolsa ficará parada, nem subirá, nem desabará, e oscilará entre 62 e 64 mil pontos.

Graficamente, a situação é a seguinte: temos dois caminhos totalmente opostos:



·         Se o IBOV perder os 62 mil pontos, caminharemos para os 60 mil e depois para os 57 mil pontos (este último, um fortíssimo suporte; dificilmente o perderemos).

·         Se rompermos os 64.500, o IBOV buscará os 66 mil e talvez os 69 mil pontos.

·         Caminhos paradoxos, não? Hoje, dia 7 de junho, para mim, o movimento mais provável é o primeiro: teremos mais quedas. Mas nem sempre ocorrerá o que é mais provável. No mercado nada é tão fácil assim.

O que fazer? Primeiro, é preciso manter a calma nestes momentos. Nada de movimentos acéfalos. O mais importante é guardar na memória os pontos de inflexão citados acima. Se você é um investidor de curto prazo, siga o fluxo. Agora, se você é um investidor de longo prazo, faça como os estrangeiros: caiu, comprou. Se você não quiser arriscar, use algum mecanismo de proteção parcial (hedge) até a poeira abaixar: dólar, ações de empresas exportadoras, derivativos, etc.

O resultado do julgamento do TSE pode ser o gatilho para a volta da volatilidade e, talvez, de uma tendência definida para o curto prazo.

MJR






terça-feira, 30 de maio de 2017

O cenário de curto prazo continua preocupante.



Desde a bomba política da quarta-feira retrasada, dia 17 de maio, o mercado financeiro tenta se recuperar, mas confesso, estou com a pulga atrás da orelha. Estou desconfortável com a situação.

Mesmo com a valorização expressiva de mais de 5% desde o fundo da quinta-feira negra, o IBOV não mostrou firmeza. Alta sem volume financeiro sugerindo um movimento errático – apenas um repique após a forte queda.

Os investidores não estão convictos. Se antes o mercado estava fortemente altista, quase uma unanimidade, atualmente muitos duvidam de uma boa valorização no curto e médio prazo. Por outro lado, por enquanto, ninguém está apostando em mais quedas. Todos em cima do muro. O duro é saber se esse sentimento é duradouro.

Neste ínterim o cenário externo ajudou a segurar o IBOV, mas até quando? Não sei. Três aspectos me preocupam muito em relação ao mercado americano: 

·        Apesar das máximas históricas recentes atingidas pelo Índice Dow Jones, há uma clara divergência altista em relação aos últimos movimentos (dados de análise gráfica).

·         O chamado índice do medo, VIX, está em patamares muito baixos, por volta de 10 (veja abaixo). Certa vez eu li um relato de um investidor americano que opera o VIX e sempre com bons resultados: “compro no nível 10 e vendo no 20”. Simples! Onde estamos agora? Só para lembrar, este índice tem uma correlação inversa aos índices americanos. O fim da lua de mel entre o mercado americano e o Trump pode ser a gota d’água.



·         Acompanho com frequência um analista técnico norte-americano muito experiente e famoso por suas previsões acertadas. Ele prevê uma forte correção do Dow Jones a partir de julho de 2017. Será?

Por aqui, continuamos na mesma: Temer tentando se segurar e as reformas paradas no congresso. Mesmo assim, boas notícias surgem a cada dia: IGPM em deflação pelo segundo mês consecutivo, atividade econômica reagindo e os juros básicos devem cair fortemente amanhã (possivelmente 100 pontos-base).

Posto isto, o que fazer? Recomendo muita cautela. Opte por ações mais defensivas. Ajuste temporariamente sua carteira. Acredito que não é o momento para grandes apostas em empresas de maior risco e com alta volatilidade. Aguarde um pouco mais.

E melhor, faça uma proteção parcial de sua carteira, comprando dólares e derivativos. Não fique totalmente exposto nestes tempos de incerteza. Por outro lado, se você é um pequeno investidor disciplinado e que aplica mensalmente suas reservas, continue praticando essa tática, pois nunca saberemos o TIMING ideal para a compra de um ativo.  

Repito: continuo muito otimista com o futuro do Brasil num horizonte de longo prazo, mesmo com as mazelas disseminadas da classe política.

MJR



segunda-feira, 22 de maio de 2017

O caos político voltou (se é que tinha acabado)



Que fase a nossa. O cenário atual mostrava sinais claros de melhora da economia brasileira após 24 meses de recessão. Os resultados das empresas vieram acima do esperado no primeiro trimestre de 2017. A inflação está controlada, abaixo da meta. Juros em queda livre. Geração de empregos em abril. As reformas estavam próximas da aprovação, o que impulsionaria de vez a retomada da economia. Mas...

Eis que, de novo, a praga da corrupção tomou conta da agenda brasileira. A delação premiada do presidente da JBS detonou o Governo Temer e aliados. Não tem volta. Este governo acabou.

Temer tinha pouco apoio da população. Agora perdeu o apoio político e a simpatia do mercado financeiro. Game over! Temer poderia tomar uma atitude de grandeza e renunciar ao mandato. Seria um gesto único numa classe política perdida. O que impede essa decisão é o desvirtuado “foro privilegiado”, uma aberração da nossa lei. Ninguém quer parar em Curitiba.

Se ele tomasse esta decisão, e de preferência o mais breve possível, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiria o cargo temporariamente por 30 dias e convocaria eleições indiretas no Congresso Nacional, como reza a Constituição. Não haverá eleições diretas. Esqueçam. A constituição é muito clara. Não há como alterar a carta magna em meio ao caos político que vivemos.

O ideal é que seja eleito um presidente de alta credibilidade, que agrade a maior parte da população e que esteja totalmente fora da mira da Lavajato. Carmen Lúcia e FHC são bons nomes, dentre outros. O importante é manter a governabilidade nos próximos 18 meses até as eleições de 2018 e dar andamento as reformas que o Brasil precisa. Caso contrário o país vai parar de novo e continuaremos afogados na recessão.

Outra saída possível seria a cassação da chapa Dilma-Temer, julgamento que deve acontecer no dia 6 de junho. Mais uma chance de colocar fim nessa triste história.

Se Temer optar por ficar, será uma sangria lenta, muito lenta. Ruim para todos.

Votei no Aécio. Apoiei o impeachment da Dilma e tenho convicção que Temer fez um bom governo. Mas acabou. Não há argumento contra os últimos acontecimentos. Não há desculpas. Desejo que todos os envolvidos sejam expurgados do Governo e que sejam julgados pela justiça.

E os investimentos o que fazer? Foi um duro golpe na última quinta-feira. Mesmo com alguns mecanismos de proteção, houve uma queda importante nos ativos: ações e títulos do Tesouro Direto (TD). Quase todos foram pegos de surpresa. O mercado estava em alta marcante. A maioria dos investidores estava fortemente comprada. Quase todos perderam, e muito.

Eu, particularmente, na quinta-feira negra não fiz nada, mas a partir da última sexta-feira comecei a me proteger. Essa situação política não será resolvida rapidamente e a volatilidade será monstruosa. Melhor adotar uma postura mais cautelosa, mas sem pânico.

Para os investidores de longo prazo, sugiro que a cada estresse do mercado, se tiverem caixa disponível, aproveitem as oportunidades e aumentem gradualmente suas posições compradas: bolsa e TD.

Para aqueles que têm algum domínio do mercado sugiro montar posições de proteção, com derivativos e opções.

A única coisa que você não deve fazer é tomar decisões precipitadas. Todas as crises são passageiras. Umas demoram mais, outras menos. É preciso ter paciência. Lembre-se: estamos falando de investimentos de longo prazo.

Por fim, gostaria de afirmar que continuo muito otimista com o futuro do Brasil. Sairemos muito mais fortes de tudo isso. Tenho plena convicção. É óbvio que eventos como esse retardarão a retomada da economia, mas ela virá.

O único medo que tenho é o surgimento de um candidato oportunista para as eleições de 2018, um salvador da pátria, pregando medidas populistas e não ortodoxas, que levariam o país ao caos. Todavia, até o momento, acredito que essa chance é remota. 

MJR



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Buy Brazil



Na última terça-feira mostrei todo meu otimismo com a economia brasileira no post daquela data. Estamos no caminho correto e vamos longe.

Deixe os pessimistas de lado. Olhe para frente. Posso garantir, estamos numa situação muito melhor em 2017 do que há 12 meses quando Temer assumiu. Os números são categóricos. E a taxa de desemprego?  É verdade ela continua em alta, mas sempre, eu disse sempre, é o último indicador a se recuperar.



O mercado acionário brasileiro após uma correção saudável nos últimos 60 dias, voltou a ficar forte nesta semana: alta expressiva e com ótimo volume financeiro (veja acima). Rumo ao topo histórico! Mas antes é preciso superar a máxima do ano em 69 mil pontos, e depois seguir de encontro ao pico máximo do IBOV em 73.900, ocorrido em 2008. E, melhor, acho que vamos ainda mais longe este ano. Talvez 82 / 83 mil pontos pelos meus estudos de análise técnica.

O número exato em si representa muito pouco, pode ser um pouco mais ou um pouco menos, mas o mais importante é que estamos num verdadeiro BULL MARKET de médio e longo prazo. Temos fôlego para muito mais. Quer uma prova cabal disso?

Veja com calma os dados do primeiro gráfico do post referente ao ativo EWZ, um ETF Brazil negociado em Nova Iorque. É como os gringos “enxergam” o mercado brasileiro. Repare que desde o topo de 2008, em 100 pontos, caímos constantemente e batemos menos de 20 pontos no ano passado. Contudo, atualmente estamos em 39 e, melhor, rompemos a linha de tendência de baixa (linha verde oblíqua) que segurava o ativo desde 2008. E isso é um sinal muito relevante. Qual o alvo final? No mínimo buscar o topo histórico, isto é, um potencial de alta de 150%. Isso mesmo, 150%! Mas isso não ocorrerá da noite para o dia. Será uma trajetória de anos. E neste percurso teremos quedas, turbulências, dúvidas, pessimismos, etc. Mas, o alvo continuará lá, intacto.

Em resumo: apesar da alta de quase 100% do IBOV em relação ao fundo de janeiro de 2016 (37 mil pontos), o índice ainda tem muito a subir.

E os riscos? É óbvio que eles existem, pois todos os ativos de renda variável têm seus riscos. Mas a relação risco-benefício é muito interessante. Se perder, perderemos pouco, mas se estivermos certo, poderemos ganhar muito. Essa é a lógica do investimento. 

Mas não se esqueça, invista somente o dinheiro que você não precisará nos próximos cinco anos. Compre bons ativos. Evite micos. E o mais importante, não deixe de diversificar seu portfólio.

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.




terça-feira, 9 de maio de 2017

Dias melhores virão



Após férias merecidas, o blog está de volta. Neste período estive refletindo sobre o futuro, alheio às últimas confusões em Brasília, e confesso que fiquei muito otimista. Estamos próximos de encerrar este longo ciclo de recessão da economia brasileira.

O ser humano tende ao imediatismo. Queremos que as coisas mudem rapidamente. Mas infelizmente a realidade é outra. Contudo, se olharmos para trás, especialmente de 2014 a 2016, perceberemos que estamos vivenciando uma situação muito melhor. Vejam:

Não ficamos livres da turma do PMDB, mas expurgamos o PT. Se o Temer não é o Presidente dos sonhos, ele é muito melhor que sua antecessora. 

Se a Lavajato não flui como desejamos, ela foi muito mais longe do que poderíamos imaginar há três anos. Nem todos serão punidos, mas o país será outro, muito melhor. Não tenho dúvida.

A inflação estava totalmente descontrolada. O Governo do PT deixou a inflação tomar conta do país. Agora, a situação é outra. Inflação dentro da meta, o que não ocorria há muito tempo.

Os juros básicos (Selic) estão cedendo numa velocidade muito interessante. E vão cair muito mais. E melhor, ao que tudo indica, de maneira sustentável.

Juros baixos favorecem a retomada do crescimento. O aumento da confiança do setor produtivo também favorece o crescimento. Os resultados do primeiro trimestre de várias companhias abertas vieram acima do esperado. Mais um sinal da retomada do crescimento.

Falta finalizar a parte do Governo Federal. Somente as reformas aprovadas até agora são insuficientes para cobrir os gastos públicos que aceleraram vigorosamente nos últimos anos. A reforma da previdência é vital. Mesmo que distorcida, ela trará alívio temporário para as contas públicas.

Não vou entrar no mérito da questão de quem deveria ter o direito de se aposentar antes do 65 anos. É uma briga de interesses pessoais. Infelizmente no Brasil, o lobby de uns setores é mais forte do que de outros.  Uma pena. Ruim para a maioria e bom para poucos.

Na minha visão, TODOS, homens e mulheres, deveriam estar na mesma regra: servidores públicos, do setor privado, políticos, professores, policiais, agentes penitenciários, médicos, etc. Todos, sem exceção. As regras atuais são obsoletas e a atual expectativa de vida é outra, muito maior que outrora.

Passada a reforma da previdência, os outros fatores elencados por mim farão com que a economia brasileira volte a crescer. A retomada do crescimento gerará novos empregos, aumentará a arrecadação de impostos e, por conseguinte, determinará a melhora da situação fiscal do Governo Federal. Bom para todos!

E o mais importante de tudo: não podemos deixar que as incertezas atuais afetem as eleições de 2018. Chega de desgoverno. Se algum oportunista assumir o país, a situação poderá degringolar de vez. Mais isso só depende de nós, eleitores! 

MJR

sexta-feira, 7 de abril de 2017

IBOV: mais uma semana em cima do muro




Com o aumento do risco político interno (reforma da previdência em xeque) e cenário externo complicado (guerra na Síria), o IBOV ficou praticamente no zero a zero nesta semana. Apesar de ter rompido a máxima da semana passada, o mercado não teve força para subir e recuou. Pior, a situação no gráfico diário está ficando cada vez mais feia. Neste tempo gráfico a tendência é claramente de baixa para o curto prazo, enquanto no prazo semanal ainda estamos numa forte tendência de alta. 

Somente sairemos desta lenga-lenga se:

1 = rompermos a faixa dos 66.500 pontos e com bom volume financeiro: nesta hipótese o IBOV vai embora, rumo ao topo histórico.

2 = perdermos o suporte em 63 mil. Daí, buscaríamos suportes mais baixos: 60 e 57 mil pontos.

Infelizmente dois caminhos distintos e totalmente paradoxais. Faz parte da renda variável.

Gostaria de ter uma bola de cristal para prever o futuro, mas não tenho. Enquanto isso, o melhor é ficar protegido, pois acho (eu disse acho) que teremos mais quedas na semana que vem. 

Será?

MJR

domingo, 2 de abril de 2017

IBOV reage no gráfico semanal.



Apesar de não ser um sinal tão contundente, o IBOV teve a melhor semana nos últimos 40 dias (últimas 6 semanas).

Superamos a máxima da semana passada, e sem perder a mínima.

A reação ocorreu em cima da média móvel de 21 períodos e da retração de 50% de fibonacci do movimento prévio.

Foi uma boa reação, mas eu queria mais: mais volume financeiro e o fechamento mais próximo da máxima. De qualquer forma, foi um ótimo sinal.

O próximo passo é superar a máxima da semana passada e principalmente os 66.500 pontos, e depois mirar o TOPO HISTÓRICO.

Mas cuidado: não podemos perder os 63 mil pontos. É o nosso suporte!

MJR

quarta-feira, 29 de março de 2017

O IBOV fez um movimento muito interessante no dia hoje:



O índice Bovespa fechou perto máxima (65.528 pontos) e com ótimo volume financeiro (mais de 8 bilhões).

Rompeu a LTB de curto prazo, a média móvel de 21 períodos e a máxima da semana passada (linha amarela).

Contudo, confesso que fiquei com “a pulga atrás da orelha”. Os motivos principais? Veja:

  1. A alta foi muito concentrada na Petrobrás e no Banco do Brasil.
  2. O índice futuro subiu, mas sem volume financeiro. Essa distorção entre o IBOV e o INDFUT não é usual.

Assim, o pregão de hoje foi muito importante, mas acho que esse movimento precisa ser confirmado nos próximos dias.

Aguardemos o fechamento da semana – o divisor de águas. No próximo domingo, comentarei o fechamento da semana.

Até lá.

MJR

terça-feira, 28 de março de 2017

Dia D para o IBOV




Amanhã, quarta-feira dia 29 de março, pode ser um dia decisivo para o mercado no curto prazo.

O IBOV segue em correção desde o dia 22 de fevereiro.

Nos últimos dias reagiu em cima da linha de tendência de alta (linha preta) que conduz o mercado desde janeiro de 2016.

No dia de hoje atingiu a linha de tendência de baixa (LTB) de curto prazo (em vermelho).

Se amanhã o IBOV romper a LTB, e com bom volume financeiro, a correção pode ter terminado e um novo ciclo de alta começará.

Não será fácil atravessar essa resistência, pois existe a barreira extra da média móvel de 21 semanas.

Por outro lado, se não houver o rompimento da LTB, o índice pode recuar até os 60 /62 mil pontos.

Apesar do pregão de amanhã ser muito importante, o fechamento desta semana será ainda mais significativo, pois poderá ser o grande divisor de águas para as próximas semanas.

Aguardemos.

MJR

segunda-feira, 27 de março de 2017

IBOV segue com viés baixista no curto prazo, mas...



O índice Bovespa continua na faixa entre 63 e 64 mil pontos. Uma correção de 10% em relação ao topo do final de fevereiro em 69 mil pontos.

A forte queda na última terça-feira, 21, foi seguida de alguma recuperação nos dias seguintes, mas não há sinais claros da volta definitiva dos compradores.

Ainda vejo espaço para mais quedas no IBOV. Suporte imediato em 60/62 mil pontos e outro mais importante em 57 mil.

Todavia, acredito que o movimento corretivo pode estar próximo do fim, mas é preciso esperar uma sinalização no gráfico semanal.

Foram cinco semanas de correção e começamos esta semana em queda no momento em que escrevo (período da manhã).

O que fazer? Aguarde pacientemente uma semana de alta. De preferência com forte volume financeiro e superando a máxima da semana anterior.

Até lá mantenha os cintos afivelados e não retire os mecanismos de hedge. É hora de fazer caixa e aguardar o melhor momento para aumentar o portfólio.

Lembre-se: mesmo num mercado altista, correções agudas ocorrem. Faz parte do mercado de renda variável. E mais. A Teoria de Dow que rege o mercado é muita taxativa: uma tendência somente acaba quando existem sinais claros de reversão da mesma.

A tendência primária de alta segue inabalável.

MJR

sábado, 18 de março de 2017

Semana decisiva para o IBOV.



Esta semana poderá ser o divisor de águas para a evolução do índice nas próximas semanas / meses.

Estamos perigosamente flertando com uma importante zona de suporte, por volta dos 63 / 64 mil pontos.

Se perder, o IBOV pode azedar de vez e a hipótese de uma generosa queda até os 57 mil pontos é a mais provável. Uma queda de 10%.

Por outro lado, se o IBOV respeitar o suporte, e com convicção, poderemos retomar a alta rumo as 74 mil pontos.

Perceba que são movimentos totalmente opostos. Mas no mercado de ações essas situações são corriqueiras.

Antes de comentar os detalhes mais técnicos, fica a dica para o pequeno investidor: proteja parte dos seus investimentos em bolsa. Não deixe sua carteira aguardando dias melhores. Faça isso realizando lucros parciais em operações bem sucedidas ou comprando proteções no mercado futuro e mercado de opções.

Dados de análise técnica:

Na quarta-feira, 15, o IBOV fez um forte movimento de alta, superando as resistências imediatas de curto prazo, acompanhado de alto volume financeiro. Era um ótimo sinal para a retomada do movimento de alta, após a correção desde o topo em 69 mil pontos. Todavia, na quinta e principalmente na sexta, 17, o índice mostrou força ainda maior na queda (forte entrada de vendedores), ou seja, o movimento de alta na quarta-feira foi totalmente anulado.



Se o IBOV perder definitivamente os 64 mil pontos no gráfico diário, uma importante figura de reversão pode ser acionada (“ombro-cabeça-ombro”) o que poderá derrubar o índice até os 57 mil pontos.



Já pelo gráfico semanal ainda temos fôlego para cair um pouquinho mais (até os 62 / 63 mil pontos), onde os preços encontrarão a média móvel de 21 períodos, a linha de tendência de alta de longo prazo (LTA) e faixa de correção dos 61,8% de Fibonacci.



Se no gráfico diário a tendência de alta está fortemente ameaçada, no semanal a história é diferente, pois só perderíamos a tendência de alta na perda dos 57 mil pontos. Estamos tranquilos nesta periodicidade. No mensal o cenário é ainda mais favorável.



E mais. Vários ativos importantes estão sinalizando mais quedas no curto prazo: PETR4, VALE5 e Bancos.

Posto isto, o que eu espero nesta semana:



Será uma semana pesada. A maior probabilidade é da continuidade das quedas. Entretanto, vira e mexe o IBOV não segue o caminho mais provável, sinaliza para um lado e corre para o outro. Falsos rompimentos são corriqueiros.


I
ndependentemente dos próximos capítulos, eu vou estar tranquilo, pois não tenho dúvida que estamos diante de um mercado de alta de longo prazo (BULL MARKET). Mesmo neste cenário, correções mais vigorosas acontecem. E são elas que confirmam a tendência. Não se preocupe. Sugiro apenas proteger parte dos seus investimentos, como já comentado.

Se o IBOV testar o suporte e voltar a subir, ótimo. Se cair mais, meus mecanismos de hedge vão me propiciar aumentar ainda mais minha carteira, pagando mais barato pelas ações. Essa é a lógica num BULL MARKET: fazer "caixa" e aumentar as posições acionárias nas correções!

MJR



domingo, 12 de março de 2017

Como proteger sua carteira de investimentos


Ganhar dinheiro no mercado financeiro não é uma tarefa fácil. Esqueça as fantasias juvenis e as promessas milagrosas dos internautas e gurus de plantão. A construção de patrimônio é uma missão trabalhosa e paulatina. O sucesso advém de muito esforço, dedicação e disciplina. O primeiro objetivo de qualquer investidor é proteger o portfólio. Evite riscos em demasia. Seja um investidor cauteloso e ao mesmo tempo sábio, utilizando todas as ferramentas disponíveis no mercado. E lembre-se, o mais importante de tudo é fechar o mês com um saldo maior no seu portfólio em relação ao mês precedente. É muito prazeroso terminar o mês com o patrimônio maior do que o mês anterior, de preferência com ganhos superiores ao CDI. Este deve ser o maior objetivo: lucros contínuos e duradouros. Nada adianta você obter lucros exorbitantes momentâneos, seguidos de prejuízos monumentais.

Este é meu oitavo livro e, talvez, o mais importante de todos. Abordo um tema que os pequenos investidores desconhecem, mas que é imprescindível para o sucesso no mercado financeiro: mecanismos de proteção de uma carteira de investimentos.



MJR

*Já disponível no site Amazon: www.amazon.com.br 

terça-feira, 7 de março de 2017

PIB do Brasil recua 3,6% em 2016. E daí, qual a novidade?



Está nas manchetes dos principais jornais brasileiros que o PIB do Brasil recuou fortemente por mais um ano seguido (3,8% em 2015 e 3,6% em 2016), acumulando uma queda de quase 8% em dois anos. A maior dos últimos 70 anos.

Mas, daí eu te pergunto: qual a novidade? Nenhuma. É uma notícia velha e amplamente esperada pelo mercado. Sem grande importância atual. Essa longa recessão é fruto da lambança da nova matriz econômica proposta por Guido e Dilma desde 2011. Felizmente são águas passadas.

Devemos esquecer esta tragédia o quanto antes. Bola para frente. Já há sinais claros de melhora do cenário econômico. Desde a posse da nova equipe econômica, os números da economia melhoram de forma substancial. Veja:

1.     
Juros básicos: caíram de 14,25% para 12,25%. E vão cair muito mais ao longo do ano de 2017. Isso tem um impacto fenomenal no crescimento econômico: melhoria do crédito, redução da dívida pública, etc.


2.     
Inflação controlada e no centro da meta (4,5%).


3.     
Exportações em alta. A balança comercial está em forte superávit.


4.     
O dólar americano recuou de 4,25 para pouco mais de 3,10 reais.


5.     
A bolsa brasileira subiu mais de 60% desde o final de janeiro de 2016, refletindo o otimismo dos investidores com a economia.


6.     
Aliás, o otimismo está em alta entre os empresários e investidores.


7.     
Se antes tínhamos queda no PIB, a expectativa é de uma pequena alta para 2017. E para 2018, a projeção é de mais de 2%.

8.     
E os empregos? Eles demorarão um pouco mais a voltar. São os últimos a serem afetados no começo da crise, como em 2014, e são os últimos que se recuperarão. Essa é a lei natural numa crise instalada.

As reformas fiscais e os gastos públicos tiveram avanços importantes nos últimos 10 meses, e precisamos de muito mais. A reforma da previdência é primordial. Não será fácil, pois os setores privilegiados no sistema atual vão espernear. Mas sempre é bom lembrar que mais de 60% dos aposentados recebem apenas um salário mínimo e não serão afetados pela reforma. É preciso coibir as distorções dos que ganham muito, dos marajás da previdência e daqueles que se aposentam muito cedo. As regras atuais estão completamente ultrapassadas. Se antes a expectativa média de vida era de pouco mais de 50 anos, agora é maior que 72 anos.

Posto isso, fica claro que devemos esquecer o passado recente e pensar no futuro. Não tenho dúvida, a situação vai melhorar no médio prazo, e muito. Pare de lamentar o passado e prepare-se para a retomada do crescimento. A foto da revista The Economist é antiga, mas ela é perfeita para o cenário atual.

MJR

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Não perca a oportunidade: saque o dinheiro do FGTS



O Governo Federal estima que mais de 20 bilhões de reais possam ser sacados das contas inativas do FGTS nos próximos meses. Uma excelente oportunidade para os trabalhadores.

O rendimento do FGTS é mínimo: TR + 3%. Em 2016, o rendimento ficou em cerca de 5%. Abaixo da poupança, 8,5%, e também da inflação, 6,3%. Portanto, se você tem conta(s) inativa(s) antes de 31 de dezembro de 2015, você tem o direito de sacá-las. Não perca esta janela de oportunidade.

Grosso modo, qualquer trabalhador ao ingressar numa empresa e assinar a carteira de trabalho, automaticamente é aberta uma conta do FGTS. As contas inativas são aquelas em que o trabalhador já mudou de emprego e, portanto, não mais há movimentação e o trabalhador não retirou o dinheiro por não preencher os critérios para saque; assim, o dinheiro permaneceu “bloqueado” na Caixa Econômica Federal.

No intuito de estimular a economia e melhorar a saúde financeira do trabalhador, o Governo propôs tal medida. E ela é provisória. Fique atento ao prazo para o saque.

Após o saque, o que fazer com o dinheiro?

·         Se você tem dívidas, não há dúvida, quite-as ou amortize o saldo. Não há espaço para outra opção.

·        
Se você não tem dívidas e também não tem reserva de curto prazo, aplique parte do dinheiro em ativos seguros e líquidos. Sugiro o Tesouro Selic ou os bons Fundos DI. Nestes últimos, tenha muito cuidado com a taxa de administração e fique de olho no rendimento mensal.

·        
Agora, se você pode abrir mão da liquidez, aplique em ativos mais arriscados e que podem ter um excelente desempenho no longo prazo. O momento é muito propicio para aplicar em bolsa de valores (para pequenos montantes, sugiro o ativo BOVA11) e também para ativos prefixados, como exemplo, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2023. Ativos atrelados à inflação e de vencimento mais longínquo também são boas opções (NTNB principal 2035). Os dois últimos ativos podem ser adquiridos no programa do Tesouro Direto.

Posto isto, fica claro que você deve sacar seu dinheiro do FGTS e usá-lo da melhor maneira possível. E a última dica: evite gastos desnecessários. O momento econômico ainda é de muita cautela.

Bons investimentos.

MJR

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

IBOV rumo ao topo histórico.



Há pouco mais de 12 meses, em janeiro de 2016, o IBOV visitava o fundo do poço: 37 mil pontos. Um patamar que equivalia a metade do topo histórico de 2008 em 73.920.

A partir da reviravolta da política ocorrida em fevereiro do ano passado, o IBOV ganhou novos ares. O impeachment em maio enterrou a fatídica “nova matriz econômica” proposta por Dilma e Guido.

A credibilidade da equipe econômica, os ajustes das contas públicas, a inflação controlada, o dólar em queda e os juros despencando fortalecem o mercado acionário.

Se a economia ainda não pegou no tranco, não tenho dúvida, o crescimento econômico virá em breve e os empregos retornarão. Chega de crise. Prepare seu negócio para os novos tempos!

A euforia da bolsa é apenas o prenúncio de dias melhores. Sempre foi assim. É preciso chegar ao fundo do poço para o Governo produzir as reformas e recuperar o tempo perdido. Nas últimas duas crises – impeachment do Collor e na eleição de Lula em 2002 – a história foi mesma. As rupturas políticas são seguidas de forte crescimento da economia e, por conseguinte, da disparada dos preços das ações.

Se agora não teremos o boom das commodities, como outrora, pelo menos elas se recuperaram nos últimos meses e devem continuar assim. Não teremos superpreços, mas também a derrocada das cotações é um caminho improvável.

No cenário externo, mesmo com a vitória do Trump, por enquanto, as bolsas comemoram a quebra do status quo e os prováveis estímulos econômicos. Chega de mesmice. Por outro lado, é fato que o cenário geopolítico é preocupante, mas provavelmente o Brasil ficará longe das confusões provocadas pelo Tio Sam. Que bom, por aqui já temos problemas de sobras.

Hoje, 10 de fevereiro, a bolsa voltou a superar os 66 mil pontos após uma correção de pouco mais de uma semana. Portanto, o IBOV ganhou fôlego e ao que tudo indica iremos ainda mais longe. O primeiro alvo do IBOV é 69 mil pontos e depois rumo ao topo histórico. Sempre é bom lembrar que o caminho não é uma linha reta. Sempre teremos altos e baixos. Estamos falando de RENDA VARIÁVEL. Não se esqueça deste pequeno detalhe.

Como havia comentado no post anterior, aproveite o BULL MARKET.

MJR

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

IBOV rompe a máxima de 2016, mas...



O índice Bovespa rompeu a máxima de 2016, mas todo cuidado é pouco. No pregão de hoje, 23 de janeiro de 2017, o IBOV fechou em 65.749 pontos, próximo da máxima do dia (veja gráfico diário). Apesar de mostrar força compradora e com um volume financeiro acima da média (setas), o índice está muito esticado e a possibilidade de um rompimento falso não pode ser descartada. Então, o que fazer?

1.      Se você estiver comprado, continue! A alta pode esticar um pouco mais. A próxima forte resistência está em 69 mil pontos (máxima de 2012).
2.     
Se você quiser proteger seus ganhos, venda parcialmente suas ações – realização parcial de lucros. Assim, você realiza lucros e continua aproveitando o rali.
3.     
Se você tiver domínio sobre derivativos, acho que chegou o momento de proteger parte de sua carteira através do mercado futuro (venda de minicontratos) ou comprando puts (opções de venda).
4.     
A única coisa que você não deve fazer, por enquanto, é apostar na venda. Apesar do estado sobrecomprado do IBOV, ainda não sinais gráficos de reversão, o que pode acontecer a qualquer momento nos próximos dias / semanas.

5.   Outro ponto importante: tudo indica que entramos numa forte tendência de alta para o longo prazo (próximos anos).  

Aproveite o
BULL MARKET.

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.