quarta-feira, 13 de setembro de 2017

BULL MARKET do IBOV – Próximos alvos e suportes



Na última segunda, 11/09, o IBOV rompeu o topo histórico em 73.920.  O recorde anterior foi atingido em maio de 2008, há quase uma década. No momento em que escrevo o índice está na casa dos 75 mil pontos.

Este patamar superado é mais um atrativo histórico do que uma marca real. O IBOV se acrescido da inflação do período ou corrigido pelo dólar deveria estar cotado a mais de 110 mil pontos, sem contar o custo de oportunidade deste longo período.

Quando um ativo supera seu topo histórico não existem alvos futuros bem definidos, pois não temos referências fidedignas no passado. Desta forma, ele poderá subir mais 10%, mais 100% ou muito mais nos próximos meses ou anos. Portanto, a continuar o Bull Market atual, o IBOV poderá ir muito mais longe do que imaginamos.

Num post que publiquei em maio deste ano, comentei sobre o EWZ, uma ETF negociada em NYC, que está cotado a menos da metade que valia em 2008. Por essa correlação, o IBOV poderá andar no mínimo mais 100%: 150 mil pontos. Mas como eu disse tudo é muito especulativo. E até lá muita água vai rolar.

Dados econômicos recentes sugerem que o PIB do Brasil em 2018 poderá atingir 3%. Se isso de fato ocorrer o IBOV continuará subindo. A reforma da previdência poderia ser outro combustível extra, mas por enquanto, diante do cenário político atual, parece que ela ficou para depois, infelizmente. Fique atento: se o governo conseguir aprovar “alguma” reforma da previdência em 2017, isso ainda não está precificado pelo mercado e poderá impulsionar o IBOV.

Por outro lado, o IBOV está muito esticado no curto prazo. Estamos na oitava semana seguida de alta, e se contarmos as últimas doze, subimos em 10 delas, uma valorização de 25% desde o último fundo em 60 mil pontos. Assim, uma correção irá acontecer a qualquer momento.

Sempre é bom lembrar que o IBOV é muito resiliente nas suas tendências, ou seja, quando está em alta é muito resistente em mudar sua rota, e quando está em baixa a mesma coisa. Porém, o histórico do índice mostra que uma correção virá, mais cedo ou mais tarde. Faz parte do mundo de renda variável. E quais são os suportes imediatos para o IBOV (veja os gráficos a seguir, diário e semanal, respectivamente). São eles:
74.000 = topo histórico rompido.
71.000 = média móvel de 21 períodos no gráfico diário.
68.000 = fortíssimo suporte (união de vários dados gráficos).




Termino este texto com uma mensagem no mínimo curiosa, retirada de um texto que li recentemente. O analista escreveu: “chegou a hora de tirar férias da bolsa de valores e retornar daqui a alguns meses”. Será? Reflita sobre isso. Uma coisa é certa, não entregue seu lucro para o mercado. Lucro de 25% em apenas três meses é muita coisa. Assim, realize seus lucros parcialmente, faça hedge parcial, compre seguros, etc. Só não fique parado!

MJR


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Topo histórico – Aqui estamos!



No momento em que escrevo o IBOV está cotado a 500 pontos de romper o topo histórico. Comecei no mercado financeiro em 2008 e o topo ocorreu justamente no meu primeiro ano. Lá se vai quase uma década.

O rompimento é uma questão de tempo: pode ser hoje, na próxima semana, no próximo mês ou no próximo ano, mas ele ocorrerá.

A situação econômica do país é infinitamente melhor em 2017 do que em 2014 (início da crise). Veja alguns dados recentes:

·         IPCA em 2017: 1,64% (o menor desde 1994).
·         A Taxa Selic deverá ser reduzida para 8,25% no dia de hoje (e vai cair mais até o fim do ano).
·         O PIB cresceu por dois trimestres seguidos: saímos da recessão!
·         O desempregou recuou em 2017 segundo últimos dados da PNAD.
·         Produção e vendas de carros aumentaram.
·         Setor de construção civil começa a estancar a “sangria”.
·         A “bolsa empresário” foi barrada com a aprovação da TLP no congresso nacional. Agora os juros do BNDES não terão os subsídios de outrora. Era uma vergonha: vide grupo JBS.
·         Reforma trabalhista aprovada.
·         Privatização em pauta.
·         Falta ainda a reforma da previdência, mas que pode ser retomada em breve, mesmo que mais branda.
·         Além de outros bons dados da economia. Nem a baderna política em BSB atrapalhará a retomada do crescimento.

Posto isto, fica claro que estamos recomeçando um novo ciclo de prosperidade econômica no Brasil. A crise fez com que as empresas melhorassem a eficiência. Com a retomada do crescimento todos os segmentos da sociedade ganharão: empresas (maior faturamento), acionistas (lucros), Estado (impostos) e a população (criação de novos empregos e melhores salários).


O IBOV subirá muito mais nos próximos anos. Essa é a maior probabilidade. Neste Bull Market somente uma catástrofe poderia mudar este rumo. E essa catástrofe tem nome: a eleição de um político que pregue o retorno da “nova matriz econômica”. Uma hipótese remota. Por último, sempre é bom lembrar que mesmo nos mercados em forte alta, correções agudas ocorrem. E desta forma não deixe de proteger seus ganhos. Existem maneiras fáceis para tal finalidade. Basta um pouco de dedicação.

MJR


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Após seis longos anos o IBOV supera a casa dos 70 mil pontos



A princípio não acreditava que o Índice Bovespa superararia a resistência em 69 / 70 mil pontos antes de uma correção, como escrevi no post anterior. Contudo, impulsionado pelo anúncio inesperado da privatização da Eletrobrás, o IBOV atropelou a resistência na última terça-feira e hoje oscila por volta dos 71 mil pontos. Um rompimento inequívoco e que ratifica nosso BULL MARKET.

Também fomos ajudados por uma semana tranquila nos mercados americanos e pela forte valorização do minério de ferro. Ainda temos fôlego para subir mais, entretanto um recuo agora seria muito bem-vindo, pois ganharíamos mais força para vencer a barreira do topo histórico em 73/74 mil pontos. A correção pode ocorrer a qualquer momento ou pode até demorar um pouco mais, mas uma coisa é certa, ela virá. Isso é inexorável. Vários ativos estão extremamente esticados e sobrecomprados no curto prazo.

Posto isto, fica claro que o viés de longo prazo continua extremamente positivo para o mercado brasileiro de ações. Porém, no curto prazo turbulências podem ocorrer, mas que não mudarão o rumo da IBOV. Os períodos de correção são ótimas oportunidades para você aumentar as posições vencedoras.

Quando romperemos o topo histórico? Não tenho a menor ideia, mas uma coisa é certa, vamos rompê-lo. É uma questão de tempo. E o mais importante de tudo: depois de romper o topo máximo, o céu é o limite para o IBOV.


Bons investimentos.

MJR



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Atenção: o IBOV poderá corrigir em breve. E talvez de maneira aguda.



Caro leitor, quem me acompanha no blog, sabe do meu profundo otimismo com o IBOV para o longo prazo. Nos últimos três anos, venho escrevendo repetidamente que estamos num novo ciclo de alta de longo prazo e que pode perdurar por alguns anos. Contudo, mesmo num BULL MARKET, correções agudas ocorrem, como aquelas que aconteceram no final do ano passado e no meio deste ano. Faz parte do jogo.

Apesar da forte tendência de alta atual no gráfico diário, alguns indicadores técnicos e outros dados me incomodam, e que podem decretar a reversão momentânea desta tendência. No momento que escrevo o IBOV está cotado em 68.700 pontos. Ainda há espaço para atingir os 70 mil pontos ou mais, mas a meu ver, dificilmente superaremos esta forte barreira antes de uma correção. Os motivos? Veja:

1 = A barreira dos 69 /70 mil pontos é muito forte. Já derrubou o mercado várias vezes. É preciso muita convicção dos “comprados” para superar essa barreira. Não será fácil.

2 = Desde o fundo no Pós-Joesley, o IBOV subiu 13%, e sem uma correção significativa.

3 = Um indicador técnico, chamado MACD, mostra clara divergência, o que sugere uma correção.

4 = Várias ações importantes do IBOV estão extremamente esticadas na alta. Nada sobe eternamente.

5 = Houve crescimento significativo do número de contratos futuros do IBOV nas últimas semanas. Houve também a queda do otimismo dos investidores estrangeiros neste mercado: queda na posição comprada. Estes fatores usualmente precedem a queda do mercado. Veja gráfico abaixo.



6 = As bolsas americanas estão sinalizando uma correção à frente. E que pode ser de grande magnitude. Provavelmente não sairíamos ilesos.

7 = As reformas fiscais não avançam no congresso. O rombo do governo continua em alta. Assim, o mercado vai cobrar a conta do governo. Como? Bolsa em queda, Dólar e Juros DI em alta.

Uma coisa importante: não estou pregando “operar vendido”. Estou apenas alertando para uma possível correção. Sugiro continuar “comprado”, mas protegido. Listo algumas opções:

1 = Nas ações em que você ganhou muito nos últimos meses, o mais interessante é realizar parcialmente os lucros (venda de 50% da posição, por exemplo) e faça caixa: coloque em DI ou Tesouro Selic. Assim, se o mercado continuar subindo você continuará ganhando, mas se ele cair você protegerá parte dos lucros. Mais cedo ou mais tarde, o mercado corrigirá e será a hora de recomprar suas ações um pouco mais barato.

2 = Mantenha parte de seu portfólio em ativos seguros, como o dólar americano: Talvez 10% do capital seja suficiente.

3 = Proteção com derivativos. Aqui está a melhor ferramenta de proteção. Mas lamentavelmente exige um pouco mais de dedicação do pequeno investidor. O IBOV futuro e o mercado de opções têm justamente o propósito de proteger sua carteira de ações: uma espécie de seguro de seu portfólio.

Se você tem pouco domínio sobre o mercado de derivativos, sugiro a leitura do meu último livro: Como proteger sua carteira de investimentos. Lá você encontrará um guia simples e fácil.

Espero que tenha ficado claro. Continuo muito otimista para o longo prazo, mas turbulências de curto prazo parecem próximas. Prepare-se. Mas lembre-se, no mercado financeiro não existem certezas e, sim, probabilidades.


  

domingo, 30 de julho de 2017

IBOV – Rumo ao Topo




No final do mês de junho escrevi no blog que previa um movimento de alta para o IBOV em julho, o que de fato ocorreu. Até aqui, 30 de julho, mais de 4% de alta.

Melhor, os gráficos diário e semanal estão alinhados e o mercado deverá buscar o topo do ano em 69 mil pontos nas próximas semanas, talvez ainda em agosto.

Mais uma vez, digo que não será uma trajetória linear e tensões ocorrerão no caminho. Só ficaria desanimado se o mercado perdesse os 64 mil pontos. Outro ponto: o último fundo importante encontra-se distante, em 62 mil pontos. Estamos longe disso e, portanto, seguimos em boa tendência de alta.

É verdade que o cenário político deverá ser agitado, mas somente outra “bomba política” poderia abalar o IBOV. Eu, particularmente, “opero” bolsa e não política. Assim, prefiro confiar nos dados gráficos.

Do ponto de vista de fundamentos de macroeconomia, alguns aspectos são muito relevantes no momento, veja:

1.      A inflação está controlada e abaixo da meta.
2.      O dólar está “comportado”.
3.      Assim, a taxa Selic deverá ceder ainda mais neste ano, atualmente em 9,25% ao ano.
4.      Selic em queda, ações em alta. Uma característica incontestável e histórica do mercado de capitais.
5.      Menos juros >> menor as dívidas das empresas >> maior crédito e maior expansão das empresas >> mais lucros. Simples.
6.      Os bons resultados das empresas de capital aberto no segundo trimestre que estão sendo divulgados devem impulsionar o IBOV.

Um único aspecto que pode dificultar a trajetória de alta do IBOV é uma eventual correção aguda dos índices americanos, o que a meu ver poderá ocorrer em breve.


Aguardemos. Bons investimentos.


sábado, 15 de julho de 2017

Atualização do IBOV e comentários sobre a semana



Há 15 dias comentei que o IBOV começava a reagir no gráfico semanal. Na semana seguinte o IBOV ficou de lado, mas conseguiu superar a máxima da semana prévia, o que gerou compra. Bingo! Nesta última semana o IBOV subiu 5%, fechando acima dos 65 mil pontos.

Apesar do estado sobrecomprado no gráfico de diário (e uma correção deverá ocorrer em breve), os próximos alvos são: 66 mil pontos e o topo do ano em 69 mil pontos. Dependendo do fluxo financeiro poderemos superar este patamar e buscar o topo histórico. Suporte imediato em 64 mil pontos.

Não espere por um movimento linear de alta. Tenha paciência. Os objetivos são buscados de forma lenta, por vezes, em ondas rápidas como a desta semana. Mas essa não é a regra.

A semana:

A aprovação da reforma trabalhista foi uma grande conquista para a sociedade brasileira. Apesar das críticas dos movimentos sindicais, em minha opinião foi um grande avanço, uma bela modernização nas leis, e melhor, os principais direitos trabalhistas foram mantidos. Leia com cuidado a íntegra da reforma e tire suas próprias conclusões. Você verá que a reforma ajudará no retorno dos empregos. Bom para os 14 milhões de desempregados!

Outro ponto marcante da semana foi a esperada condenação do ex-presidente Lula. Se antes eu achava que ele tinha pouca chance nas próximas eleições presidenciais, agora acho que ele foi enterrado politicamente. Mesmo condenado apenas em primeira instância, assim apto a candidatar-se, ao meu ver, a chance dele ganhar a eleição presidencial foi reduzida a pó.

A semana também foi marcada pelo avanço da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Apesar do relatório desfavorável, o Governo ganhou com folga na votação da comissão, após uma manobra política de troca de membros. Agora a votação seguirá para o plenário e ocorrerá no começo de agosto. Temer precisa de apenas 142 votos para barrar a denúncia.

Temer ou Maia? Por enquanto para o mercado tanto faz. Ao que parece, os dois estão comprometidos em manter a política econômica. Assim, o mercado continuará em alta.

Particularmente, mesmo diante das graves denúncias contra Temer, prefiro que ele continue. O que ele fez para o país em apenas 15 meses foi muito mais que os seis anos e meio da Dilma, aliás, ele corrigiu os erros infantis na condução da política econômica e recolocou o país nos trilhos. Basta ver os dados econômicos atuais: inflação controlada, juros em queda, dólar estável e atividade econômica começando a reagir (a recessão está ficando para trás). O emprego voltará em breve.

Meu único receio é a queda da equipe econômica. Isso sim poderia levar o Brasil ao caos. Porém, felizmente, por enquanto é uma hipótese improvável. Tomara que eu esteja certo.

MJR


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Atualização IBOV – 30.06.2017



Após várias semanas em queda, o IBOV reagiu no gráfico semanal e fechou com alta de quase 3%, por volta dos 63 mil pontos. Melhor, não perdeu a mínima da semana anterior e superou a máxima. Bom sinal para o curto prazo.

Apesar da movimentação positiva, a alta foi com baixo volume financeiro, o que tira o brilho deste movimento. Mas, mesmo assim, melhor que mais quedas.

Se na próxima segunda-feira superarmos a máxima desta semana, os objetivos de curto prazo são a média móvel de 21 períodos e o último topo do diário, ambos em cerca de 64.400 pontos.

É muito provável que busquemos este patamar na semana que vem, especialmente se a reforma trabalhista for aprovada na próxima terça, dia 4/7.

Apenas acima do patamar de 64.400 pontos é que teríamos um movimento altista mais consistente.

Acredito que tenhamos um mês de julho mais positivo, haja vista que o cenário político deverá ficar mais calmo em período de férias (a conferir).

Contudo, devemos ficar atentos a dois fatos importantes:

1.      Uma correção mais forte no mercado americano (e ela está próxima, a meu ver) poderá afetar o mercado tupiniquim.

2.      E, claro, se surgirem fatos novos em Brasília.  

Bom mês de julho para todos. Na próxima coluna farei uma abordagem de médio prazo.

MJR


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Os generosos rendimentos de alguns títulos privados e o “aval” do Fundo Garantidor de Créditos



Recentemente li um artigo muito interessante, onde a analista responsável, Marília Fontes, chama a atenção para um suposto “Conto do FGC”. Aproveito a oportunidade para esclarecer alguns detalhes importantes sobre o tema com meus leitores. Vamos lá:

Criado em 1995, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) constitui-se numa associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado do Brasil, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, permitindo recuperar parte ou a totalidade dos depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, no caso de falência ou de liquidação da mesma, desde que, o FGC tenha recursos suficientes para tal, isto é, a garantia é limitada aos recursos disponíveis no fundo. Os investidores detentores de depósitos à vista em conta corrente, depósitos em poupança e aplicações em títulos privados, como CDBs, LCs (Letras de Câmbio), LCIs, LCAs e letras hipotecárias, possuem uma proteção limitada em caso de “quebra” do banco.

As instituições financeiras devem se associar ao fundo e efetuar uma contribuição mensal obrigatória, definida por lei. Até abril de 2013, cada pessoa física ou jurídica tinha garantido um valor máximo de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em caso de inadimplência da instituição financeira, respeitando-se o saldo bancário de cada um, obviamente. O controle é individualizado por CPF ou CNPJ. Desde maio de 2013, o limite de garantia foi aumentado para R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). Além do limite, foi aprovado também o valor a ser pago em caso das contas conjuntas. Na regra anterior, em caso de titularidade conjunta de cônjuges, cada um recebia R$ 70.000,00. A partir de agora, os titulares da conta conjunta receberão o valor global de R$ 250.000,00, dividido pelo número de titulares, semelhante à regra para as contas conjuntas de titulares não cônjuges.

Pequenos bancos e instituições financeiras aproveitam a “garantia extra” do FGC e colocam seus títulos com rendimentos muito acima da média do mercado, por vezes atingindo a cifra de 120% do CDI. Seria muito bom, se não tivéssemos os seguintes problemas:

1.       Usualmente, nestes investimentos, exige-se um longo tempo de carência para o resgate do valor aplicado, por vezes acima de 48 meses, o que limita drasticamente a liquidez do dinheiro.

2.     Apesar da garantia do FGC e da solidez do sistema bancário nacional, numa eventual crise sistêmica dos bancos brasileiros (e isso já ocorreu algumas vezes no Brasil), o montante aportado no FGC poderá ser insuficiente para cobrir todos os bancos inadimplentes. Estima-se que pouco mais de 3% dos investimentos possam ser honrados.

3.       Mesmo que o FGC tenha o dinheiro disponível, você poderá ter alguns incômodos burocráticos até receber o dinheiro de volta, o que, mais uma vez, limita a liquidez do seu investimento.

Portanto, apesar dos retornos admiráveis, abra os olhos em relação aos títulos ofertados pelos pequenos bancos e tome muito cuidado ao aplicar seu dinheiro. O que parece bom no dia de hoje pode ser uma bela dor de cabeça no futuro. Recomendo as seguintes precauções:

1.     Procure obter informações confiáveis para separar o joio do trigo: no mercado brasileiro existem ótimos bancos de pequeno e médio porte, e outros ruins, beirando a falência.

2.      Nunca aplique seu dinheiro numa instituição só. Diversifique.

3.      Mantenha a liquidez de parte de suas reservas. Sempre!

4.      Evite carências longas.

5.     E por último, um ponto muito importante: calcule o valor aplicado e os juros futuros, sendo que o montante futuro (valor estimado) nunca deverá exceder os 250 mil reais.


Bons investimentos!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A indecisão (momentânea) do IBOV. Até quando?

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Desde o fatídico dia 17 de junho, a “quinta-feira negra” de maio, o IBOV entrou em stand-by, numa baixíssima volatilidade e com volume financeiro muito abaixo da média. Uma chatice!

Daí, alguém me pergunta: a baixa volatilidade significa menor risco para o mercado de ações? Definitivamente não. Na maioria das vezes, os momentos calmos são seguidos de extrema volatilidade e por movimentos bruscos. Prepare-se!

Por que o mercado financeiro está indeciso? Do ponto de vista político é óbvio: todos aguardando as peripécias (ou barbáries) de Brasília. Por outro lado, resumidamente, no mercado financeiro, a situação é essa: 

·         Vínhamos numa forte tendência de alta. Romperíamos o topo do ano em 69 mil em breve e caminharíamos rumo ao topo histórico (73.900).

·         A quinta negra quebrou esse consenso. Foi um banho de sangue. Vários fundos de investimentos locais precisaram zerar posições. Caos total.

·         Enquanto isso os estrangeiros aproveitaram o pânico para comprar mais.

·         Resultado: enquanto investidores locais estão vendidos, os estrangeiros estão comprados (saldo positivo de 2 bilhões em maio). Assim, se permanecer esse equilíbrio, a bolsa ficará parada, nem subirá, nem desabará, e oscilará entre 62 e 64 mil pontos.

Graficamente, a situação é a seguinte: temos dois caminhos totalmente opostos:



·         Se o IBOV perder os 62 mil pontos, caminharemos para os 60 mil e depois para os 57 mil pontos (este último, um fortíssimo suporte; dificilmente o perderemos).

·         Se rompermos os 64.500, o IBOV buscará os 66 mil e talvez os 69 mil pontos.

·         Caminhos paradoxos, não? Hoje, dia 7 de junho, para mim, o movimento mais provável é o primeiro: teremos mais quedas. Mas nem sempre ocorrerá o que é mais provável. No mercado nada é tão fácil assim.

O que fazer? Primeiro, é preciso manter a calma nestes momentos. Nada de movimentos acéfalos. O mais importante é guardar na memória os pontos de inflexão citados acima. Se você é um investidor de curto prazo, siga o fluxo. Agora, se você é um investidor de longo prazo, faça como os estrangeiros: caiu, comprou. Se você não quiser arriscar, use algum mecanismo de proteção parcial (hedge) até a poeira abaixar: dólar, ações de empresas exportadoras, derivativos, etc.

O resultado do julgamento do TSE pode ser o gatilho para a volta da volatilidade e, talvez, de uma tendência definida para o curto prazo.

MJR






terça-feira, 30 de maio de 2017

O cenário de curto prazo continua preocupante.



Desde a bomba política da quarta-feira retrasada, dia 17 de maio, o mercado financeiro tenta se recuperar, mas confesso, estou com a pulga atrás da orelha. Estou desconfortável com a situação.

Mesmo com a valorização expressiva de mais de 5% desde o fundo da quinta-feira negra, o IBOV não mostrou firmeza. Alta sem volume financeiro sugerindo um movimento errático – apenas um repique após a forte queda.

Os investidores não estão convictos. Se antes o mercado estava fortemente altista, quase uma unanimidade, atualmente muitos duvidam de uma boa valorização no curto e médio prazo. Por outro lado, por enquanto, ninguém está apostando em mais quedas. Todos em cima do muro. O duro é saber se esse sentimento é duradouro.

Neste ínterim o cenário externo ajudou a segurar o IBOV, mas até quando? Não sei. Três aspectos me preocupam muito em relação ao mercado americano: 

·        Apesar das máximas históricas recentes atingidas pelo Índice Dow Jones, há uma clara divergência altista em relação aos últimos movimentos (dados de análise gráfica).

·         O chamado índice do medo, VIX, está em patamares muito baixos, por volta de 10 (veja abaixo). Certa vez eu li um relato de um investidor americano que opera o VIX e sempre com bons resultados: “compro no nível 10 e vendo no 20”. Simples! Onde estamos agora? Só para lembrar, este índice tem uma correlação inversa aos índices americanos. O fim da lua de mel entre o mercado americano e o Trump pode ser a gota d’água.



·         Acompanho com frequência um analista técnico norte-americano muito experiente e famoso por suas previsões acertadas. Ele prevê uma forte correção do Dow Jones a partir de julho de 2017. Será?

Por aqui, continuamos na mesma: Temer tentando se segurar e as reformas paradas no congresso. Mesmo assim, boas notícias surgem a cada dia: IGPM em deflação pelo segundo mês consecutivo, atividade econômica reagindo e os juros básicos devem cair fortemente amanhã (possivelmente 100 pontos-base).

Posto isto, o que fazer? Recomendo muita cautela. Opte por ações mais defensivas. Ajuste temporariamente sua carteira. Acredito que não é o momento para grandes apostas em empresas de maior risco e com alta volatilidade. Aguarde um pouco mais.

E melhor, faça uma proteção parcial de sua carteira, comprando dólares e derivativos. Não fique totalmente exposto nestes tempos de incerteza. Por outro lado, se você é um pequeno investidor disciplinado e que aplica mensalmente suas reservas, continue praticando essa tática, pois nunca saberemos o TIMING ideal para a compra de um ativo.  

Repito: continuo muito otimista com o futuro do Brasil num horizonte de longo prazo, mesmo com as mazelas disseminadas da classe política.

MJR



segunda-feira, 22 de maio de 2017

O caos político voltou (se é que tinha acabado)



Que fase a nossa. O cenário atual mostrava sinais claros de melhora da economia brasileira após 24 meses de recessão. Os resultados das empresas vieram acima do esperado no primeiro trimestre de 2017. A inflação está controlada, abaixo da meta. Juros em queda livre. Geração de empregos em abril. As reformas estavam próximas da aprovação, o que impulsionaria de vez a retomada da economia. Mas...

Eis que, de novo, a praga da corrupção tomou conta da agenda brasileira. A delação premiada do presidente da JBS detonou o Governo Temer e aliados. Não tem volta. Este governo acabou.

Temer tinha pouco apoio da população. Agora perdeu o apoio político e a simpatia do mercado financeiro. Game over! Temer poderia tomar uma atitude de grandeza e renunciar ao mandato. Seria um gesto único numa classe política perdida. O que impede essa decisão é o desvirtuado “foro privilegiado”, uma aberração da nossa lei. Ninguém quer parar em Curitiba.

Se ele tomasse esta decisão, e de preferência o mais breve possível, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiria o cargo temporariamente por 30 dias e convocaria eleições indiretas no Congresso Nacional, como reza a Constituição. Não haverá eleições diretas. Esqueçam. A constituição é muito clara. Não há como alterar a carta magna em meio ao caos político que vivemos.

O ideal é que seja eleito um presidente de alta credibilidade, que agrade a maior parte da população e que esteja totalmente fora da mira da Lavajato. Carmen Lúcia e FHC são bons nomes, dentre outros. O importante é manter a governabilidade nos próximos 18 meses até as eleições de 2018 e dar andamento as reformas que o Brasil precisa. Caso contrário o país vai parar de novo e continuaremos afogados na recessão.

Outra saída possível seria a cassação da chapa Dilma-Temer, julgamento que deve acontecer no dia 6 de junho. Mais uma chance de colocar fim nessa triste história.

Se Temer optar por ficar, será uma sangria lenta, muito lenta. Ruim para todos.

Votei no Aécio. Apoiei o impeachment da Dilma e tenho convicção que Temer fez um bom governo. Mas acabou. Não há argumento contra os últimos acontecimentos. Não há desculpas. Desejo que todos os envolvidos sejam expurgados do Governo e que sejam julgados pela justiça.

E os investimentos o que fazer? Foi um duro golpe na última quinta-feira. Mesmo com alguns mecanismos de proteção, houve uma queda importante nos ativos: ações e títulos do Tesouro Direto (TD). Quase todos foram pegos de surpresa. O mercado estava em alta marcante. A maioria dos investidores estava fortemente comprada. Quase todos perderam, e muito.

Eu, particularmente, na quinta-feira negra não fiz nada, mas a partir da última sexta-feira comecei a me proteger. Essa situação política não será resolvida rapidamente e a volatilidade será monstruosa. Melhor adotar uma postura mais cautelosa, mas sem pânico.

Para os investidores de longo prazo, sugiro que a cada estresse do mercado, se tiverem caixa disponível, aproveitem as oportunidades e aumentem gradualmente suas posições compradas: bolsa e TD.

Para aqueles que têm algum domínio do mercado sugiro montar posições de proteção, com derivativos e opções.

A única coisa que você não deve fazer é tomar decisões precipitadas. Todas as crises são passageiras. Umas demoram mais, outras menos. É preciso ter paciência. Lembre-se: estamos falando de investimentos de longo prazo.

Por fim, gostaria de afirmar que continuo muito otimista com o futuro do Brasil. Sairemos muito mais fortes de tudo isso. Tenho plena convicção. É óbvio que eventos como esse retardarão a retomada da economia, mas ela virá.

O único medo que tenho é o surgimento de um candidato oportunista para as eleições de 2018, um salvador da pátria, pregando medidas populistas e não ortodoxas, que levariam o país ao caos. Todavia, até o momento, acredito que essa chance é remota. 

MJR



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Buy Brazil



Na última terça-feira mostrei todo meu otimismo com a economia brasileira no post daquela data. Estamos no caminho correto e vamos longe.

Deixe os pessimistas de lado. Olhe para frente. Posso garantir, estamos numa situação muito melhor em 2017 do que há 12 meses quando Temer assumiu. Os números são categóricos. E a taxa de desemprego?  É verdade ela continua em alta, mas sempre, eu disse sempre, é o último indicador a se recuperar.



O mercado acionário brasileiro após uma correção saudável nos últimos 60 dias, voltou a ficar forte nesta semana: alta expressiva e com ótimo volume financeiro (veja acima). Rumo ao topo histórico! Mas antes é preciso superar a máxima do ano em 69 mil pontos, e depois seguir de encontro ao pico máximo do IBOV em 73.900, ocorrido em 2008. E, melhor, acho que vamos ainda mais longe este ano. Talvez 82 / 83 mil pontos pelos meus estudos de análise técnica.

O número exato em si representa muito pouco, pode ser um pouco mais ou um pouco menos, mas o mais importante é que estamos num verdadeiro BULL MARKET de médio e longo prazo. Temos fôlego para muito mais. Quer uma prova cabal disso?

Veja com calma os dados do primeiro gráfico do post referente ao ativo EWZ, um ETF Brazil negociado em Nova Iorque. É como os gringos “enxergam” o mercado brasileiro. Repare que desde o topo de 2008, em 100 pontos, caímos constantemente e batemos menos de 20 pontos no ano passado. Contudo, atualmente estamos em 39 e, melhor, rompemos a linha de tendência de baixa (linha verde oblíqua) que segurava o ativo desde 2008. E isso é um sinal muito relevante. Qual o alvo final? No mínimo buscar o topo histórico, isto é, um potencial de alta de 150%. Isso mesmo, 150%! Mas isso não ocorrerá da noite para o dia. Será uma trajetória de anos. E neste percurso teremos quedas, turbulências, dúvidas, pessimismos, etc. Mas, o alvo continuará lá, intacto.

Em resumo: apesar da alta de quase 100% do IBOV em relação ao fundo de janeiro de 2016 (37 mil pontos), o índice ainda tem muito a subir.

E os riscos? É óbvio que eles existem, pois todos os ativos de renda variável têm seus riscos. Mas a relação risco-benefício é muito interessante. Se perder, perderemos pouco, mas se estivermos certo, poderemos ganhar muito. Essa é a lógica do investimento. 

Mas não se esqueça, invista somente o dinheiro que você não precisará nos próximos cinco anos. Compre bons ativos. Evite micos. E o mais importante, não deixe de diversificar seu portfólio.

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.




terça-feira, 9 de maio de 2017

Dias melhores virão



Após férias merecidas, o blog está de volta. Neste período estive refletindo sobre o futuro, alheio às últimas confusões em Brasília, e confesso que fiquei muito otimista. Estamos próximos de encerrar este longo ciclo de recessão da economia brasileira.

O ser humano tende ao imediatismo. Queremos que as coisas mudem rapidamente. Mas infelizmente a realidade é outra. Contudo, se olharmos para trás, especialmente de 2014 a 2016, perceberemos que estamos vivenciando uma situação muito melhor. Vejam:

Não ficamos livres da turma do PMDB, mas expurgamos o PT. Se o Temer não é o Presidente dos sonhos, ele é muito melhor que sua antecessora. 

Se a Lavajato não flui como desejamos, ela foi muito mais longe do que poderíamos imaginar há três anos. Nem todos serão punidos, mas o país será outro, muito melhor. Não tenho dúvida.

A inflação estava totalmente descontrolada. O Governo do PT deixou a inflação tomar conta do país. Agora, a situação é outra. Inflação dentro da meta, o que não ocorria há muito tempo.

Os juros básicos (Selic) estão cedendo numa velocidade muito interessante. E vão cair muito mais. E melhor, ao que tudo indica, de maneira sustentável.

Juros baixos favorecem a retomada do crescimento. O aumento da confiança do setor produtivo também favorece o crescimento. Os resultados do primeiro trimestre de várias companhias abertas vieram acima do esperado. Mais um sinal da retomada do crescimento.

Falta finalizar a parte do Governo Federal. Somente as reformas aprovadas até agora são insuficientes para cobrir os gastos públicos que aceleraram vigorosamente nos últimos anos. A reforma da previdência é vital. Mesmo que distorcida, ela trará alívio temporário para as contas públicas.

Não vou entrar no mérito da questão de quem deveria ter o direito de se aposentar antes do 65 anos. É uma briga de interesses pessoais. Infelizmente no Brasil, o lobby de uns setores é mais forte do que de outros.  Uma pena. Ruim para a maioria e bom para poucos.

Na minha visão, TODOS, homens e mulheres, deveriam estar na mesma regra: servidores públicos, do setor privado, políticos, professores, policiais, agentes penitenciários, médicos, etc. Todos, sem exceção. As regras atuais são obsoletas e a atual expectativa de vida é outra, muito maior que outrora.

Passada a reforma da previdência, os outros fatores elencados por mim farão com que a economia brasileira volte a crescer. A retomada do crescimento gerará novos empregos, aumentará a arrecadação de impostos e, por conseguinte, determinará a melhora da situação fiscal do Governo Federal. Bom para todos!

E o mais importante de tudo: não podemos deixar que as incertezas atuais afetem as eleições de 2018. Chega de desgoverno. Se algum oportunista assumir o país, a situação poderá degringolar de vez. Mais isso só depende de nós, eleitores! 

MJR

sexta-feira, 7 de abril de 2017

IBOV: mais uma semana em cima do muro




Com o aumento do risco político interno (reforma da previdência em xeque) e cenário externo complicado (guerra na Síria), o IBOV ficou praticamente no zero a zero nesta semana. Apesar de ter rompido a máxima da semana passada, o mercado não teve força para subir e recuou. Pior, a situação no gráfico diário está ficando cada vez mais feia. Neste tempo gráfico a tendência é claramente de baixa para o curto prazo, enquanto no prazo semanal ainda estamos numa forte tendência de alta. 

Somente sairemos desta lenga-lenga se:

1 = rompermos a faixa dos 66.500 pontos e com bom volume financeiro: nesta hipótese o IBOV vai embora, rumo ao topo histórico.

2 = perdermos o suporte em 63 mil. Daí, buscaríamos suportes mais baixos: 60 e 57 mil pontos.

Infelizmente dois caminhos distintos e totalmente paradoxais. Faz parte da renda variável.

Gostaria de ter uma bola de cristal para prever o futuro, mas não tenho. Enquanto isso, o melhor é ficar protegido, pois acho (eu disse acho) que teremos mais quedas na semana que vem. 

Será?

MJR

domingo, 2 de abril de 2017

IBOV reage no gráfico semanal.



Apesar de não ser um sinal tão contundente, o IBOV teve a melhor semana nos últimos 40 dias (últimas 6 semanas).

Superamos a máxima da semana passada, e sem perder a mínima.

A reação ocorreu em cima da média móvel de 21 períodos e da retração de 50% de fibonacci do movimento prévio.

Foi uma boa reação, mas eu queria mais: mais volume financeiro e o fechamento mais próximo da máxima. De qualquer forma, foi um ótimo sinal.

O próximo passo é superar a máxima da semana passada e principalmente os 66.500 pontos, e depois mirar o TOPO HISTÓRICO.

Mas cuidado: não podemos perder os 63 mil pontos. É o nosso suporte!

MJR

quarta-feira, 29 de março de 2017

O IBOV fez um movimento muito interessante no dia hoje:



O índice Bovespa fechou perto máxima (65.528 pontos) e com ótimo volume financeiro (mais de 8 bilhões).

Rompeu a LTB de curto prazo, a média móvel de 21 períodos e a máxima da semana passada (linha amarela).

Contudo, confesso que fiquei com “a pulga atrás da orelha”. Os motivos principais? Veja:

  1. A alta foi muito concentrada na Petrobrás e no Banco do Brasil.
  2. O índice futuro subiu, mas sem volume financeiro. Essa distorção entre o IBOV e o INDFUT não é usual.

Assim, o pregão de hoje foi muito importante, mas acho que esse movimento precisa ser confirmado nos próximos dias.

Aguardemos o fechamento da semana – o divisor de águas. No próximo domingo, comentarei o fechamento da semana.

Até lá.

MJR

terça-feira, 28 de março de 2017

Dia D para o IBOV




Amanhã, quarta-feira dia 29 de março, pode ser um dia decisivo para o mercado no curto prazo.

O IBOV segue em correção desde o dia 22 de fevereiro.

Nos últimos dias reagiu em cima da linha de tendência de alta (linha preta) que conduz o mercado desde janeiro de 2016.

No dia de hoje atingiu a linha de tendência de baixa (LTB) de curto prazo (em vermelho).

Se amanhã o IBOV romper a LTB, e com bom volume financeiro, a correção pode ter terminado e um novo ciclo de alta começará.

Não será fácil atravessar essa resistência, pois existe a barreira extra da média móvel de 21 semanas.

Por outro lado, se não houver o rompimento da LTB, o índice pode recuar até os 60 /62 mil pontos.

Apesar do pregão de amanhã ser muito importante, o fechamento desta semana será ainda mais significativo, pois poderá ser o grande divisor de águas para as próximas semanas.

Aguardemos.

MJR

segunda-feira, 27 de março de 2017

IBOV segue com viés baixista no curto prazo, mas...



O índice Bovespa continua na faixa entre 63 e 64 mil pontos. Uma correção de 10% em relação ao topo do final de fevereiro em 69 mil pontos.

A forte queda na última terça-feira, 21, foi seguida de alguma recuperação nos dias seguintes, mas não há sinais claros da volta definitiva dos compradores.

Ainda vejo espaço para mais quedas no IBOV. Suporte imediato em 60/62 mil pontos e outro mais importante em 57 mil.

Todavia, acredito que o movimento corretivo pode estar próximo do fim, mas é preciso esperar uma sinalização no gráfico semanal.

Foram cinco semanas de correção e começamos esta semana em queda no momento em que escrevo (período da manhã).

O que fazer? Aguarde pacientemente uma semana de alta. De preferência com forte volume financeiro e superando a máxima da semana anterior.

Até lá mantenha os cintos afivelados e não retire os mecanismos de hedge. É hora de fazer caixa e aguardar o melhor momento para aumentar o portfólio.

Lembre-se: mesmo num mercado altista, correções agudas ocorrem. Faz parte do mercado de renda variável. E mais. A Teoria de Dow que rege o mercado é muita taxativa: uma tendência somente acaba quando existem sinais claros de reversão da mesma.

A tendência primária de alta segue inabalável.

MJR