quarta-feira, 9 de maio de 2018

Atualização mensal do IBOV – Maio 2018




A minha perspectiva de alta para o IBOV em abril não foi confirmada. O índice até tentou superar a resistência, mais logo em seguida recuou, permanecendo “aprisionado” na longa congestão entre 83 e 86 mil pontos. Inclusive, ontem, o IBOV tocou o limite inferior da congestão em 83 mil pontos e parece que vai reagir.

Antes de comentar os próximos passos do IBOV, eu preciso citar que nas últimas semanas o índice brasileiro está muito sintonizado com o mercado americano. Assim, é preciso acompanhar de perto a evolução do S&P. E lá o viés de curto prazo é claramente baixista. Fiquemos atentos.

Outra questão: o mercado financeiro está em “modo de espera” para as eleições presidenciais deste ano. Ainda não há sinais claros sobre quem vencerá as eleições. A partir do momento que isso ficar mais claro, o mercado tomará a decisão antes mesmo das urnas.

Gostaria de citar também a disparada do dólar. Existem fatores externos – em virtude do aumento dos juros americanos, o dólar subiu globalmente, basta ver o gráfico do “dólar índex”(abaixo) – e também internos. Por aqui, o dólar americano funciona como uma proteção para os tempos de incertezas políticas e econômicas. Portanto, o viés de curto prazo para o dólar é de alta.



Apesar do IBOV “estar de lado” nos últimos meses, várias importantes ações do IBOV despencaram e já oferecem oportunidade de compra.

Posto isto, comento os três cenários possíveis do IBOV para o mês de maio:

1 = Se o cenário externo “azedar”, o IBOV deverá buscar patamares mais baixos de suporte, em 80/81 mil pontos e depois o forte suporte em 78 mil.

2 = Como estamos no limite inferior da congestão, a tendência natural do IBOV é retestar os topos anteriores em 86 e 88 mil pontos nos próximos dias.

3 = A superação dos 88 mil pontos ainda me parece um pouco distante. Por enquanto, o mercado continua sem força para superar essa marca. Só acredito nessa hipótese, se o mercado americano voltar a subir com mais força, o que me parece improvável nesse momento.

Importante: nos momentos de incertezas como o atual, para as operações de curto prazo, o mais sensato é aguardar sinalizações mais claras do IBOV. Já para o longo prazo, num Bull Market, os momentos de queda são grandes oportunidades para o investidor aumentar a posição comprada.

MJR